quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


Já devo ter ido umas 6 ou 7 vezes a Buenos Aires. E sempre quero voltar. Sou apaixonada  pelas ruas e arquitetura, os cafés e andar a pé até não aguentar mais, envolvida pela magia da cidade.

Vou colocar aqui o roteiro que fiz da viagem em 2012 - a única, acredite, a turismo. Todas as outras foram a trabalho, mas sempre consigo dar uma escapadinha para conhecer algo novo por lá.

Chegada e hospedagem
Pegamos um vôo que desceu no Aeroparque e pegamos um taxi para o centro (cerca de 30 pesos... ou 10 reais). Buenos Aires tem 2 aeroportos - este e o de Ezeiza, que fica bem mais afastado, fora da cidade (o trajeto para o centro custaria uns 200 pesos ou 75 reais). Por isso, se a intenção é economizar, escolha o Aeroparque. Se é passar num free shop que tem um monte de coisa legal, escolha o Ezeiza - e é melhor na volta.

Fomos eu, meu namorado e mais 2 amigas - Rê e Meg. Como já conhecia a cidade, escolhi ficar no Da Vinci Residence, onde já tinha ficado uma vez e conseguimos uma super tarifa por 48 dólares para 2 pessoas na época, por dia. Hoje, fui dar uma olhada, já está 118 pelo Booking.com... mas mesmo assim ainda acho que vale a pena, porque geralmente é mais barato que hotéis. O lugar são vários flats, com cozinha pequena, banheiro e sacadinha... em plena Recoleta (o bairro mais charmoso de Buenos Aires, ótimo para andar a pé). E, apesar de não ter café da manhã, éramos "obrigados" a descobrir um café a cada dia - e por perto há vários (que chato, né?).

Dia 1
Chegamos numa quinta-feira, da semana santa. Almoçamos perto do flat, na Av. Santa Fe. Depois, resolvemos conhecer os tais outlets da cidade (já que na sexta tudo estaria fechado, por ser feriado). Fomos até a Villa Crespo de táxi, entre as ruas Scalabrini Ortiz e Murillo. Andamos até cansar e posso dizer que não achei nada demais, não comprei nada e não valeu a pena o tempo gasto lá. Mas, se alguém quiser, passo todas as indicações de lojas da região... O jantar foi na famosinha Piola, pizzaria italiana reconhecida no mundo todo e... pertinho do flat.

Super aconchegante... e cheio de argentinos (sinal de comida boa)! / foto: TripAdvisor
Dia 2
Na manhã seguinte, já que não tínhamos café no flat... fomos para o Café Tortoni (Av. de Mayo 825, entre Suipacha e Esmeralda). Saímos a pé mesmo, cerca de 2 km até o centro, bem tranquilos, de manhãzinha e aproveitando para curtir a cidade. O Café Tortoni abriu em 1858 e mantém aquele ar antigo. Simplesmente delicioso!

Sentar no Café Tortoni é como voltar no tempo / foto: Carina Dourado
Depois do café regado a muuuito doce de leite, voltamos a bater perna e encontramos outra amiga, perdido pelas terras argentinas. Descemos até a Plaza de Mayo, que é o fim da avenida, até dar de cara com a Casa Rosada. Depois, pegamos um táxi e fomos até o Caminito - minha primeira vez lá. O local é bem turístico e conta um pouco como começou a cidade... e o tango. Era um local de porto, casas de prostituição e pobreza, mas foi restaurado, é cheio de restaurantes (bem pra turista) e artesanato. Saindo de lá, pegando a calle Dr. Del Valle Iberlucea, a 4 quarteirões topamos com o estádio La Bombonera, do Boca Junior, onde também há um museu. É possível fazer a visita guiada ao campo e museu por 55 pesos (nós não fomos, a fila estava enorme).

Melhor foto da viagem - na rua que vai pra Bombonera 
Até então ainda não tínhamos almoçado. Pegamos um táxi para Puerto Madero, a região moderna, com vários edifícios financeiros e restaurantes, às margens do rio del Plata, e como já conhecia um restaurante bom por lá, fui novamente, o Cabañas Las Lilás ( Av. Alicia Moreau de Justo, 516). Depois, um passeiozinho pela região vendo o rio, o grupo se dividiu - um quis voltar para o flat, e outro (incluindo eu) ir para um museu, do outro lado do rio, a Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat. E, no fim das contas, ainda pegamos um pôr do sol incrível!

Silhueta da Meg (proposital, tá?) / foto: Carina Dourado
A gente bateu perna atéééé falar chega nesse dia... Chegou à noite, ainda tivemos pique para assistir a um show de tango no Café Tortoni (tínhamos feito as reservas na hora do café da manhã - e essa é uma boa dica, porque lota). É o local para assistir a um show, bem mais barato do que você pagaria em outros locais turísticos - e ainda tem duas salas, a de cima (mais barata e menor) e a de baixo (maior, mas ainda pequena, e um pouco mais cara). Na debaixo, foi 160 pesos (ou 58 reais - bem mais barato que os cerca de 200 dólares em shows grandes). O show é um teatrinho que conta a história do tango, com muita música e dança. Eu gostei!

Palco pequeno, foto tremida (porque fica tudo escuro) e tango barato / foto: Carina Dourado
Agora, se quiser ir dançar tango - o que definitivamente não é o meu caso - então a sugestão é procurar uma milonga.

E acha que acabou? No fim da noite, a gente foi parar ainda num pub sei lá aonde, meio vazio e resolvemos voltar para o flat de madrugada.

Dia 3
Ahá, era o meu aniversário! Acordamos e fomos para o café da esquina do flat, super gostosinho, com um doce de leite maravilhoso, sem muita pressa de viver. E é super legal reparar que os argentinos gostam de fazer isso, todos os dias, pegar um jornal e ir para o café. Depois, descemos a calle Libertad até chegar numa praça. Ali, fica a casa do embaixador brasileiro, um antigo palacete (rodeado de outros palacetes).

Subindo a Av. Alvear, uns 7 quarteirões, já se chega numa praça enorme, onde há o Cemitério da Recoleta. E, acredite, é um local turístico - e lindo. É lá que está o túmulo da Evita Perón. O local tem uma arquitetura incrível e... é cheio de gatos!

Um cemitério lindo.... / foto: Renata Tranches
Fora do cemitério também há bastante para se ver. Aos sábados e domingos, das 11h às 20h, tem uma feirinha de artesanato e em volta da praça há um monte de lojinhas, cafés, sorveterias... e até um shopping, com coisas de decoração, o Buenos Aires Design - recomendo a Morph, loja super fofa (fiquei sabendo que agora já tem em SP). Descendo depois pela Av. Pueyrredon e virando na Pres. Figuero Alcorta, você vai dar de cara com a Floralis Genérica, uma escultura metálica gigante em forma de flor. Ela vai abrindo as pétalas conforme a hora do dia.

Floralis Genérica, que abre e fecha conforme a hora / foto: Carina Dourado
Fim da manhã, resolvemos ir almoçar em Palermo - nunca anoto nome dos restaurantes, porque são escolhidos de forma bem aleatória e taí uma parte da viagem que não me apego. O bairro é mais moderninho e cheio de lojinhas cults e diferentes. Um lugar gostoso para andar à toa - e uma parte da cidade que ainda não conhecia. Pegamos um táxi e voltamos para Recoleta, desta vez com local específico: a livraria El Ateneo (Av. Santa Fe, 1860) - pra mim, a mais linda que já conheci. Um teatro antigo que foi restaurado e se transformou em livraria - e, no palco, um café super fofo.

Um antigo teatro, convertido em livraria / foto: Creative Commons
Na saída de lá, já anoitecendo, demos uma volta pelo bairro atrás de um supermercado, compramos umas coisinhas e ficamos no terraço de um dos flats batendo papo. A noite ainda aguardava uma surpresa interessante: fomos a um show de uma orquestra moderninha de tango, num inferninho, num bairro nada convidativo de Buenos Aires. Não me pergunte onde, nem qual, porque nem sei como achei. Mas sei que foi bem legal.

Dia 4
Uma boa dica de Buenos Aires é: se você for embora no domingo, vá à tarde. Isso porque de manhã, há a Feira de San Telmo, de antiguidades, uma das atrações mais gostosas da cidade. Pegamos um táxi fomos pra lá, na Plaza Dorego. A praça é onde fica a feira, com tudo quanto é tipo de raridades - bonecas, telefones, placas, soldadinhos de chumbo....

Garrafas de soda antigas / foto: Carina Dourado
Óculos de sol, colheres de prata e caixinhas... tem de tudo! / foto: Carina Dourado
Rê e eu se jogando nas compras / foto: Maria Eugênia

Pela praça, há diversas apresentações de dança de tango, de orquestras de tango, artistas de rua. Também está rodeada por bares, cafés, galerias de arte e lojas de antiguidades - tudo aberto no domingo. Saindo da praça, pegando a Defensa, sentido calles Carlos Calvo, Estados Unidos, continuamos andando por 4 quarteirões até chegar na esquina da Chile. É lá que fica uma homenagem ao Quino, criador da Mafalda, com um banquinho com a menininha argentina mais fofa de todos os tempos. Irresistível não tirar foto com ela!

Não é fofa?  / foto: Renata Tranches

Meninas comportadas - Mafalda e Meg. / foto: Renata Tranches
Saímos de lá e demos uma passadinha na calle Florida - a rua preferida dos brasileiros e todos os turistas do mundo - para comprar bobeirinhas. Estivemos lá em algum dos dias, mas realmente esqueci quando (ahahah). É uma rua cheia de coisas para turista mesmo e onde há também local para fazer câmbio. Tem várias lojinhas legais e outras bem pega-turista (com preços bem acima dos encontrados em outros locais da cidade). É preciso ter cuidado com os batedores de carteira - não é raro encontrar um brasileiro que já foi furtado lá.

E assim, deixamos Buenos Aires... de onde saio sempre com a sensação de que quero voltar.



(quem quiser, tenho um roteiro detalhado com outras coisas que não fizemos, mas de dicas que peguei pela internet, como as lojas da Villa Crespo, coisas para se fazer em Palermo, museus, etc. Basta pedir aqui nos comentários, deixando o e-mail).

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