sábado, 14 de junho de 2014


La Paz é o caos. E por isso mesmo é tão interessante. Sem falar nas paisagem que cercam a cidade e das inúmeras possibilidades de tours de aventuras para se fazer.

Mas, voltando um pouco no tempo, ainda fazendo o roteiro, surgiu a dúvida: ir de Cusco para La Paz de ônibus, aproveitando para conhecer o Lago Titicaca, na fronteira do Peru e da Bolívia... ou ir de avião?

Se fôssemos de busão, poderíamos ir para Puno, conhecer as ilhas flutuantes - Islas de Uros, Taquille e Amantani - até chegar a Copacabana, já do lado boliviano. De lá para La Paz, mais 4 horas de ônibus. Ou seja, seriam alguns dias até chegarmos na capital boliviana.

Se fôssemos de avião, poderíamos fazer o trajeto em poucas horas. Optamos pela viagem aérea e compramos as passagens ainda no Brasil pela Aerosur - que faliu em 2012. Achei uma pena, porque o vôo foi feito num avião da Embraer, super novinho e tranquilo. E ainda bem que fomos de avião - já que a fronteira dos dois países estava fechada por protestos, com barricadas e tudo.

(hoje, essa mesma viagem pode ser feita pela cia áerea boliviana Amaszonas que tem vôos de Cusco para La Paz diários)

Em Cusco ainda, o grupo diminuiu. A Rapha, que estava com a gente, voltou para o Brasil pois não tinha mais dias de folga. Continuamos em 4 pessoas - eu e meu irmão Diego, Henrique e Juliana.

Chegando a La Paz, a sensação de estar em outro país. A paisagem muda completamente e aí sim você sente o que é o efeito do soroche. La Paz é a capital que se encontra mais alta (na maior altitude) do mundo - 3660 metros acima do nível do mar. O aeroporto fica fora da cidade, numa parte ainda mais alta a 4061 metros. Indo para a capital boliviana, você vai descendo, como se estivesse entrando dentro de uma cratera.

Vista do avião do Altiplano - parte plana perto do aeroporto / (foto: Henrique Matsutani) 
A cidade não é bonita, fato. Mas eu acho legal toda a confusão e a possibilidade de conhecer a maior parte das coisas a pé. La Paz é movimentada, cheia de prédios históricos nem sempre conservados, gente vendendo comida e folhas de coca na rua, um auê - que para quem mora em Brasília (a cidade onde todo mundo só anda de carro) é um verdadeiro carnaval!

La Paz e seus morros, que cercam toda a cidade, como se fosse uma grande cratera / (foto: Henrique Matsutani)
Chegamos pela manhã, pegamos um táxi (sem taxímetro, tudo negociado) no aeroporto e fomos para o albergue.

Hospedagem

Ficamos no Loki Hostel La Paz, uma outra rede de albergues da América do Sul. Na primeira vez que fui a La Paz, fiquei no Radisson - e, para quem prefere ficar em hotéis, em La Paz é possível conseguir um 5 estrelas por cerca de 100 dólares.

O albergue pra gente foi uma ótima escolha. Primeiro, pela localização. Depois, porque o prédio, em si, era super bacana, mesmo com um porém: não conseguimos fechar o quarto só pra gente (devido a grande procura, eles não podiam ficar com camas sobrando).

O clima do hostel é de festa. Cheio de europeus e americanos, o albergue tem um local, onde é servido o café da manhã, que à noite virava bar, com pisssssta de dança uhu para os mochileiros mais animados. Mesmo assim, não nos afetou - sempre chegávamos cansados e não queríamos saber de festa e, apesar de haver barulho, no quarto em que estávamos não dava para ouvir nada.

Área chill out do hostel - repare na parede de vidro para impedir o som / (foto: Carina Dourado)

O prédio é histórico, de vários andares (sem elevador, só escadas), e tem quartos de tudo quanto é tipo - privados para casais, de 10 a 4 camas, dormitórios só para garotas...

Conseguimos um de 6 camas e já havia um francês chato da porra por lá - que depois rendeu história. Todos os quartos têm lockers para colocar a mochila, basta levar o cadeado. E também têm banheiros privativos - o que não te impede de usar os banheiros coletivos, caso você não tenha muito saco para ficar esperando os outros saírem do banheiro do quarto.

Quando fomos para o Salar Uyuni, pudemos deixar nossas bagagens no albergue. A única coisa chata foi que o francês sumiu com o violão dele... e meio que ficou perguntando pra gente se tínhamos pegado o treco. Não tínhamos. Quando fomos deixar a bagagem no guarda-volumes, vimos o violão do cara lá... e de birra, não avisamos.

Na volta de Uyuni, tchan... lá estávamos no mesmo quarto, com o mesmo francês chato, com cara de bunda porque tinha achado o violão fuleira dele.


A cidade

O local mais interessante de La Paz, para mim, é a rua que sobe por trás da Igreja de San Francisco. A rua se chama Sagarnaga. Por ali, é cheio de hostels, agências de viagens, lojas e restaurantes. E haja fôlego para subir, viu?

Depois de chegar no topo do morro, na rua Sagarnaga / (foto: Henrique Matsutani
Uma das primeiras ruas na subida que corta a Sagarnaga é a Linares, na esquina com a próxima rua (virando a direita na Linares), há o conhecido Mercado de las Brujas. É uma sequência de lojinhas especializadas em coisas para fazer... bruxarias. O mais chocante são os fetos de llamas ressecados. Há souvenirs - sim, acredite - para os turistas, amuletos, etc. A rua inteira tem umas lojas com esses produtinhos.

Ó só os produtinhos de magia negra de lá - baby llamas (uh!)

Outro lugar para conhecer - que dá para ir a pé do albergue, mas fica pra outro lado - é a Plaza Murillo. É onde fica a Catedral Metropolitana, o Palácio do Governo e outros prédios antigos mais bem preservados. Saindo do albergue, subindo a rua e virando a direita, na Ruta Nacional 2, basta caminhar 2 quarteirões até chegar a praça.

Da praça, caminhando pela rua que passa pela parte debaixo da praça (que é a Ruta Nacional 2), encontramos a Calle Comercio, uma rua de pedestres cheia de lojas, gente, restaurantes. Uma muvuca para se ver o dia a dias pessoas da capital colombiana.

A muvuca de La Paz / (foto: Henrique Matsutani)
Andando até o fim dela, virando na avenida Illimani, seguindo até o fim, encontramos o estádio Hernando Siles, o terror dos jogadores, que vem disputar partidas a 3650 metros de altitude. Se continuar andando, pegando a avenida Del Ejército, à direita, chega até o Mirador Laikakota, que tem uma vista bacana da cidade - mas não chegamos até lá por falta de... ar. Deixo a dica aqui para vocês.

A gente também foi parar um dia no mercado municipal da cidade, que achamos depois de dicas do pessoal do albergue. Precisávamos fazer compras para viajar para Uyuni (comidas, principalmente) e não achávamos um supermercado, apenas vendinhas em que uma senhora te atende na porta e você vai falando o que quer, enquanto ela pega nas prateleiras. Mas, chegando lá, além de um mercadão bem parecido com o da gente, achamos as tais vendinhas... de novo. O jeito foi entrar no espírito.

Tour pela região

A cidade de La Paz não é atrativa para todo mundo. Mas não se desespere. Há vários passeios perto da capital boliviana que são - literalmente - de tirar o fôlego. Me surpreendi pelo tanto de coisa radical que tem para fazer.

De La Paz, fizemos 4 passeios interessantes: Lago Titicaca, subida à montanha Chacaltaya (que é casado geralmente com o passeio do Vale da Lua, que não fizemos), o sítio arqueológico de Tiwanaku e a Estrada da Morte, de bicicleta. Bora detalhar cada um deles...

Lago Titicaca

A primeira vez que ouvi falar do Lago Titicaca fiquei encantada: o lago navegável mais alto do mundo! Gigante, ainda por cima - com seus 8300 quilômetros quadrados e 41 ilhas. A gente ainda encucou que queria conhecer Copacabana, a cidade boliviana de mesmo nome da nossa carioca, e de onde saem vários passeios para o lago.

Durante o trajeto, grande parte é admirando o lago (sente do lado esquerdo do ônibus) / (foto: Henrique Matsutani)
Compramos o tour na agência de turismo do albergue mesmo, onde os preços estavam bons. De manhã, um ônibus nos buscou, junto com um galera, principalmente européia, enlouquecida (tipo "acabei de sair da festa e ainda tô no auge da embriaguez") . A viagem é longa... dura umas 2h30, com paradas para um barco, atravessar uma parte do lago e voltar a pegar o ônibus até chegar lá.

Copacabana beeem diferente da nossa - a cidade não tem muitos atrativos / (foto: Henrique Matsutani)

Em Copacabana, os ônibus marcam o horário com você de saída. Chegamos na beira do lago e localizamos o barco em que sairíamos à tarde. Aproveitamos para almoçar por ali, comendo uma truta fresca, mas sem muito requinte.

Estava bem frio. E inventamos de ir na parte aberta, em cima do barco. Foi a primeira vez na vida que achei que ia morrer de frio. Não curti muito a viagem, confesso. O lago é lindo, o passeio é legal, mas o frio incomodou demais.

Frio... MUITO frio - Juliana toda fechada no casaco  / (foto: Henrique Matsutani)
Chegamos a Isla del Sol, depois de um tempão navegando, e nossa única reação foi entrar num restaurante e tomar um chocolate quente para aquecer. Esse não foi o melhor passeio que fizemos ali, valeu por ter conhecido o Lago Titicaca e só.

Vista da Isla del Sol / (foto: Henrique Matsutani)

A grande Chacaltaya

No dia seguinte, decidimos fazer o tour do Chacaltaya, uma montanha próxima de La Paz, que era uma antiga estação de esqui - mas, por causa da variação climática, hoje está abandonada e com pouquíssimo gelo no topo. O pico faz parte da Cordilheira dos Andes e esse foi, pra mim, o passeio mais bacana que fizemos na região. Me fez querer subir mais montanhas no resto do mundo - o que ainda hei de fazer.

Esse tour contratamos com uma agência na calle Sanargana. Por ali há diversas e, claro, ficamos com medo de pagar antecipado e o pessoal não aparecer no dia seguinte, mas minhas experiências de viagem quanto a isso tem mostrado que: sim, são confiáveis. E que, na verdade, são uma ou duas empresas que fazem os tours, as agências apenas revendem os pacotes.

De manhã, uma van nos pegou no hotel. Desta vez, bem menos gente. A ida até a montanha é relativamente rápida, uma meia hora. O carro nos deixou no antigo prédio da estação de esqui. Foi engraçado saber que no inverno - estação que estávamos - era o período de menos gelo por ali (sendo que é no verão a época do ano mais fácil de se ver neve).

Ju e eu na base da estação de esqui / (foto: Henrique Matsutani)
Para chegar aos 5421 metros é preciso vencer "apenas" 121 metros acima do nível do mar. A gente achou que ia tirar de letra. Mas a subida é difícil. A falta de ar faz com que a gente dê um passo e já fique ofegante. Aí sim conhecemos de perto nosso amigo Soroche.

Ju, a primeira vítima / (foto: Henrique Matsutani)
Eram "apenas" 500 metros de distância, de caminhada. Achei que ia ser moleza. Mas dado o tempo - duas horas - que demoramos para chegar lá, já dá para ter uma idéia de que não foi fácil. Um passo, uma respiração ofegante, um cansaço gigante. Mas ao chegar lá e ver as outras montanhas por perto, a sensação era de estar no topo do mundo (tá, eu sei, o Everest é muito mais alto, mas, gente... foi meu primeiro topo de montanha alcançado!).

Um dos tours que mais valeu a pena / (foto: Henrique Matsutani)
O passeio incluía ainda a vista ao Vale da Lua... um lugar com formações diferentes. Mas a gente já estava cansado, já tínhamos alcançado o cume (das nossas emoções inclusive) e pulamos em La Paz assim que a van passou por lá a caminho do próximo destino. Preferimos ir desfrutrar um pouco mais da cidade. E sem arrependimentos.

A estrada da morte

Esse passeio foi o divisório de meninos pra um lado, meninas pro outro. No começo, estava animada para ir - descer de bicicleta, durante todo o dia, a estrada da morte, entre La Paz e Coroico - a mais perigosa do mundo. Tudo bem que tinha uma década que não pegava numa bicicleta, mas estava resolvida... até chegar na agência.

Os meninos escolheram a Xtreme - uma agência bem bacana, que fica na Sagarnaga (na foto que tem eu e a Ju subindo a ladeira, ela fica ao lado, vou repeti-la aqui). Chegando lá, comecei a ver o equipamento, parecido com aquelas proteções de enduro. Aí, comecei a perguntar algumas coisas... até ficar sabendo que na semana anterior, um japinha - tentando tirar foto - morreu ao cair da estrada.

Tá vendo ela ali no canto esquerdo? Sim, tem que subir a ladeira... / (foto: Henrique Matsutani)
Então, né, minha gente, melhor ficar por aqui. Parte da estrada é na terra e... terra = cascalho = queda na certa. Pra que arriscar? Eu e Ju acabamos optando por outro passeio, que depois de relatar esse (baseado no que os meninos disseram), conto pra onde a gente foi.

Uma van pegou os meninos cedinho no albergue no dia combinado. Sei que eles tiveram café da manhã, negócio bem bacana. Era uma turma grande e quem não aguentava o tranco o tempo todo, podia ir pra van - acho que rolou isso com uma garota que estava no grupo.

Diego de capacete numa paradinha da estrada / (foto: Henrique Matsutani)

Henrique morto numa das paradinhas... ó a parafernalha que eles usam  /  (foto: Diego Estrela)
Só sei que depois de muita descida, curvas e frios na barriga, eles chegam finalmente em Coroico, almoçam e passam o resto do dia num hotel, piscina e tudo mais, voltando no fim da tarde pra La Paz. Eles amaram... eu até hoje não sei se tomei a decisão certa de não ter ido, mas só sei que tô viva.

Tiwanaku

A minha opção e a da Ju foi Tiwanaku, um sítio arqueológico próximo a La Paz - cerca de 72 km. O povo que a construiu são precursores, inclusive, do impérico Inca. O local é cheio da histórias - e, sim, vive aparecendo naquele programa "Alienígenas do Passado", do History Channel.

Isso porque estátuas bem estranhas atiçam a curiosidade de todo mundo. Elas se parecem muito com homens vestidos de astronautas. Alguns símbolos também são estranhos, enfim, muita coisa bate mesmo com a roupa de um homem do céu.

Astronautas? ETs? Ou muita imaginação?  / (foto: Carina Dourado)

Outras edificações são bem estranhas, como um buraco em uma pedra que tem exatamente o formato de um tímpano humano e serve para ampliar a voz, como um alto-falante pré-colombiano. 

Tímpano de pedra... pra escutar melhor / (foto: Carina Dourado)
Uma outra edificação encontrada, várias cabeças estão esculpidas nas paredes do que seria um templo. Cada uma diferente da outra. Há quem diga que seria uma forma de homenagear a coragem dos povos que eles derrotaram em guerras. Outros, que seriam cabeças de ETs... ou seja, o local tem realmente um clima meio bizarro.

Por lá também tem a Porta do Sol, onde está o que se acha ser o calendário mais antigo do mundo encontrado até agora. Há estudos que indicam que o povo que viveu ali estava lá por volta do ano 1500 a.C. e tudo isso estava debaixo de uma colina, que começou a ser explorada pelas equipes de arqueólogos em 1977 E até hoje eles estão por lá, por várias ruínas pelas quais passamos era possível ver o trabalho dos caras.

Ah... a comida

Preciso ressaltar aqui: não me adaptei com a comida de La Paz. Não gostei dos restaurantes "tradicionais" da cidade, porque em tudo eles colocam muito cominho. E cominho, pra mim, tem gosto de comida estragada.

Mas ó que trem gostoso #sqn / / (foto: Henrique Matsutani)
Outro problema: os moradores de La Paz amam comprar comida na rua. Mas sabendo das condições do país, imagino que é meio arriscado para turistas comer e não embarcamos nessa. Até porque, em alguns dias, iríamos para o meio do deserto, onde não há estrutura de nada (médicos, hospitais, etc) e não estava a fim de ficar doente.

Henrique fotografando vendedoras de rua / (foto: Carina Dourado)
A gente até apostou entre a turma quem tinha coragem de comer a gelatina com uma montanha de creme - tipo chantilly, eu acho - que víamos toda hora. Mas ninguém topou o desafio. O creme era batido em espécie de baldes de plástico (tipo aquelas latas de massa corrida) no meio da rua e colocado nos copos que ficavam expostos o tempo todo. Sente o drama:

Vendedoras de gelatina ( elas fazem o creme em latas de tinta e o colocam na rua mesmo) / (foto: Carina Dourado)
Resultado: no início, achamos um Subway e Burguer King, onde comíamos todos os dias. Mas chegou uma hora que deu, né? De "lanchinhos", era batata Pringles e M&M's. Até que encontramos uma rua, com vários restaurantes para turistas... nossa salvação.

Essa rua é a Calle Tarija. Por lá, ficamos clientes do The Steak House, uma casa de... carne... como diz o próprio nome. Uma delícia. Peça qualquer coisa flambada no Jack Daniel's, vale super a pena. Preço mais caro do que os demais restaurantes da cidade, mas bem mais barato pra gente.

Também experimentamos lá um Mexicano super mega apimentado, mas que gostamos bastante também. A rua foi um achado. Subindo a calle Sagarnaga, virando a esquerda na Linares, basta andar um quarteirão e virar a direita após passar o Museu da Coca.

Além de restaurantes, lembro de ver também alguns albergues por lá. O lugar é bem bacana e super recomendo se você estiver em crise do que comer em La Paz.

Felicidade de quem acha comida gostosa, lugar limpinho... / (foto: Juliana Matsutani)

Restaurante mexicano... muuuuuita pimenta...  e um porre de Fanta / (foto: Henrique Matsutani)

Compras

Dando uma volta pela cidade, você pode dizer a si mesmo: não vou comprar nada por aqui. É tudo muito artesanal, tudo muito diferente das lojas que estamos acostumados no Brasil. Mas na cidade há alguns locais bacanas para fazer compras de roupas, eletrônicos e... artigos de aventura.

Na calle Llampu, há várias lojas. Numa delas, achamos um monte de casacos da North Face. A princípio, o preço era salgado (já que tudo lá pra nós, brasileiros, é barato). A vendedora anunciou que era algo em torno de 300 reais (claro, disse em bolívares, a moeda local). Depois de muito pechinchar, cada um comprou seu casaco por... 35 reais. Sim, posso já ser um dos casos daquele programa "Acredite se quiser".

Há também o Shopping Norte, com várias lojas onde dá para comprar marcas que no Brasil custam uma fortuna, por preços bem em conta. Meu casacão vermelho, em que apareço em todas as fotos dessa viagem, foi comprado lá, na primeira vez que estive em La Paz, em 2007. Você encontrada desde perfumes, a lojas da Nike, Adidas, Puma, Tommy Hilfinger, etc. Existe uma loja boliviana chamada Fair Play, de artigos esportivos, que tem nesse shopping e também na calle Llampu.

Nessa região do Shopping Norte também há outros shoppings e lojas, bem tranquilo de achar as coisas (e tudo perto do albergue). O ruim é só que cada rua dessas é uma subida (ou descida). E haja perna.

Para comprar eletrônicos, lentes de câmeras, etc, o ideal é a calle Eloy Salmon. A rua é cheia de lojinhas em que você acha tanto produtos made in China (desses acostumados a ver em camelôs brasileiros), quanto eletrônicos de grandes marcas. Do albergue até lá dá uns 2 quilômetros - mas, veja bem, dois quilômetros de SUBIDA ÍNGREME. E, sim, nós fomos a pé. Reflita antes de ir.


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Outros links desse roteiro:

. Página 3 - Cusco - o coração inca
. Página 6 - Uyuni - o deserto de sal do sul da Bolívia
. Página 7 - Pisco e Ica - vamos a la playa?

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