domingo, 11 de maio de 2014


Uma das viagens mais loucas que já fiz foi um mochilão para Bolívia e Peru. Sí, mis amigos! Nossos vecinos tem belezas naturais de deixar o queixo caído.


Geralmente, sou eu que tomo a dianteira de fazer os roteiros das viagens das quais participo. Mas, desta vez, entrei na turma  do meu irmão já com tudo preparado – Machu Picchu, Peru, Bolívia, Salar de Uyuni... enfim, muita coisa. E o roteiro ficou excelente!

(prova de que fazer roteiros poder algo genético... ahaha)

Segue o resumo do roteiro:

Ok, chega de firula, né?

Como a viagem foi grande, vou desmembrá-la. No final do post, você pode ir direto para o local que quer ou seguir a ordem que fizemos todo o trajeto.

Mas antes, um pouco do planejamento que foi feito.  Primeiro, pensamos ir para o Chile, mas como compramos a passagem pela internet, o site da LAN não tem a opção de sair de uma cidade e voltar por outra. O preço acabou valendo a pena e nosso ponto de chegada e partida foi Lima.

A gente já sabia que a viagem seria no estilo aventura mesmo - estávamos de olho em preços, ficamos hospedados em albergues, fizemos passeios radicais e, para isso, tivemos que nos preparar desde o Brasil.

Achei uma lista que meu irmão fez de coisas que devíamos levar... para evitar probleminhas:

. Lenços umidecidos - já que íamos ficar 3 dias no salar/deserto no sul da Bolívia, sem saber ao certo se ia dar para tomar banho ou não.
. Óculos de sol - essencial, principalmente no salar, onde é tudo tão branco que pode queimar a retina
. Protetor solar - mesmo no frio
. Remedinhos - anti-enjôo, analgésicos, anti-piriri, anti-ácido, omeprazol... e, no meu caso, toragesic e buscopan (vai que minhas pedrinhas nos rins inventavam de dar as caras?)
. Remédio milagre - aspirina (para aliviar o mal de altitude ou o soroche, tomávamos pelo menos 1 por dia, para "afinar" o sangue)
. Mochila pequena - além de ser uma mão na roda no dia a dia, também quebrou-galho quando fomos para o deserto com pouca coisa e deixamos a bagagem pesada no albergue em La Paz.
. Toalha - já que ficaríamos em albergue, melhor levar a sua (apesar de que sempre tem para alugar)
Cadeado - leve seu cadeado. Nos albergues geralmente há lockers, mas nem sempre com chave.
. Bota de trekking - se não tem, compre com antecedência, dessas resistentes... e amacie (use até falar chega) antes de viajar. Escolhi uma da Nômade que agüentou, só nessa viagem: pedra, areia, neve, água, frio, lama, larva vulcânica (ok, exagerei... mas é que nos gêiseres tem uma lama com cheiro de enxofre que não desgruda), etc, etc, etc

Outras coisas necessárias que acabei comprando lá e saiu mais em conta:

. Casacão de frio - no Peru e Bolívia dá para achar bem mais em conta os produtos bons de frio, voltado para trekking, como a marca The North Face
Acessórios para frio - meias de lã, polainas, luvas e gorros e calças térmicas, tudo achei lá mais barato e, como fui no inverno, em tudo quanto é canto tinha (até camelô).

Casaco comprado na Bolívia (em viagem anterior), meias, calça térmica, polainas e gorros de Cusco e, do Brasil, bota já sujona no meio da viagem + disposição para subir 5.500 metros de altitude! / Foto: Henrique Matsutani
Mais dicas:

. Dinheiro falso - no Peru, há MUITA falsificação de dinheiro e, querendo ou não, você vai acabar pegando uma nota e moeda falsos e outros comerciantes não vão aceitar (até que você fique esperto o bastante para sacar quais são as falsas e quais são as reais). Portanto, prefira andar com notas de valor mais baixo.
. Evite soroche - em La Paz, onde dá para sentir bem o mal de altitude, conhecido como soroche, além da aspirina (que lá eles vendem sob a forma de "soroche pills"na farmácia), fique amigo do chá de coca. É tranquilo de tomar - não vicia ahah - e, pra mim, é o que realmente faz diferença. Você também encontra as folhas sendo vendidas na rua e pode ficar mascando.
. Tours - opte por deixar para fechar os pacotes turísticos lá mesmo. Sai mais barato e você pode negociar - geralmente, há um preço para as pessoas do local, para sul americanos, para americanos e para europeus (vai subindo nessa ordem).
. Pechinche - por isso mesmo - preços diferenciados - pechinche sempre. Vários passeios saíram mais baratos pelo fato de sermos brasileiros. Também conseguimos comprar casacos, que custavam mais ou menos R$ 300 por R$ 35...
. Táxis - tanto no Peru quanto na Bolívia, não se usa muito o taxímetro. Por isso, negocie o preço antes.

Enfim... as outras dicas vão surgindo ao longo do restante da conversa, né?

***

Outros links desse roteiro:

. Página 2 -  Lima - uma capital de misturas
. Página 3 - Cusco - o coração inca
. Página 4 - Machu Picchu - a cidade perdida
. Página 5 - La Paz - uma cidade cercada de aventura
. Página 6 - Uyuni - o deserto de sal do sul da Bolívia
. Página 7 - Pisco e Ica - vamos a la playa?

(caaaalma... vou colocando os links a medida que os posts forem sendo publicados)

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