sábado, 25 de maio de 2013


A primeira parada da viagem de 23 dias à Europa foi em Portugal. Aproveitamos para fazer um stop em Lisboa, já que pegamos o vôo da TAP. E aqui, abro um parêntesis: teria ficado mais tempo aqui! Amei o país, as pessoas e tem muito a ver com a gente...

Mas, enfim, ao roteiro - lembrando que os preços estão como os da época... 2008:


Dia 1 - Lisboa

Saímos no dia 03 de junho, de Brasília, chegamos a Lisboa às 6h da manhã, do dia 04. Pegamos o ônibus (que lá é chamado de autocarros) 745, ao custo de 1,30€ , até a Praça do Comércio, que é onde começa a Rua Augusta, onde o nosso albergue ficava, o Traveller’s House – diária a € 18, quarto misto para 6 pessoas. Foi o melhor albergue que fiquei em toda a viagem: é pequeno, muito confortável, café-da-manhã incluso, delicioso, gente muito hospitaleira e clima bacana – toda noite tem alguma coisa para fazer (dia de cinema, dia do vinho, etc). Deixamos as coisas lá e fomos andar pela região. Como estava muito cedo, fizemos hora na Praça do Comércio (que fica de frente para o Oceano Atlântico), tiramos fotos, ficamos andando pelas rua do bairro. Com o mapa que pegamos no albergue, percebemos que estávamos perto do Castelo de São Jorge. Como já era quase 9h da manhã, fomos a pé, subindo ladeiras, vendo casas com azulejos e roupas penduradas em varais nas janelas. Chegamos ao Castelo, que foi construído na época dos visigodos, fica no morro mais alto da cidade, são apenas ruínas, mas tem a vista mais bonita de Lisboa. É um passeio bacana para se fazer no pôr-do-sol (fica aberto até às 18h). Depois, resolvemos ir para o Parque das Nações, para ir ao Oceanário. Descemos as ladeiras até a estação de metrô mais próxima, a Rossio, e fomos em direção à estação Oriente, do outro lado da cidade. O Parque é lindo tem um dos maiores aquários da Europa, com 25 mil espécies de peixes e imita os 5 oceanos do mundo. Depois, pegamos o bondinho e fomos para o outro lado do parque, onde é cheio de restaurantes. Resolvemos ir, então, para a Torre de Belém. Pegamos um ônibus na estação Rossio e chegamos até a Praça do Império, em frente ao Mosteiro dos Jerônimos. Ali, fomos conhecer, primeiro, o Monumento do Descobrimento, onde, no chão, há uma Rosa dos Ventos. Logo à direita, está a Torre de Belém, a uns 500 metros. Dali, fomos para o Mosteiro dos Jerônimos, que fica entre os dois pontos, mas mais para trás. O Mosteiro já estava fechando (era umas 17h) e, apesar de não termos entrado lá, conseguimos entrar na Catedral do Mosteiro, onde estão os restos mortais de Luiz de Camões e Vasco da Gama. Saindo do mosteiro, uma quadra a esquerda, está a famosa loja de Pastéis de Belém. Pegamos uma fila imensa, mas conseguimos comprar, são baratos e uma delícia! Vale a pena. Logo em frente, pegamos um bonde elétrico até a Praça do Comércio e voltamos para o albergue. Cansadas, preferimos ficar por ali mesmo e aproveitar a noite do cinema no albergue.
E aí? Encara a fila para comprar os pasteizinhos? / Imagem: Carina Dourado

Dia 2 - Sintra


Era uma segunda-feira, como tínhamos pouco tempo em Portugal (afinal, fizemos apenas um stop com a passagem que o destino final era Paris, pela TAP, sem pagar nada a mais por isso), resolvemos ir a Sintra. Fomos a pé do albergue até a estação Rossio, onde pegamos um trem por € 1,50 para ir até Sintra. A viagem dura mais ou menos uns 45 minutos. Chegando lá, saindo da estação final e virando para direita, há uma local de informações turísticas - e nesse link é possível ter informações sobre todos os parques e castelos da cidade. Compramos um passe de ônibus para o dia inteiro e ficamos esperando uns 10 minutos (aproveitamos para fazer um lanchinho rápido, num café em frente ao guichê de informações turísticas) esperando o ônibus 434, que sai dali mesmo para ir para o Castelo dos Mouros. Chegando lá, na entrada, você compra um ingresso conjunto para ir também para o Palácio da Pena, que fica logo acima, na estrada. O Castelo dos Mouros, uma construção árabe do séc. 8. Restam apenas ruínas de algumas muralha, mas o gostoso é ir andando pelo caminho que leva até lá, para se ter a melhor vista de Sintra e arredores. Voltamos para a estrada, esperamos o ônibus (dava para subir a pé, mas como estávamos com o ticket para um dia, aproveitamos para usá-lo) e fomos para o Palácio da Pena. Foi a residência da família real e o mais legal é a mistureba de arquitetura que é lá. Pegamos um ônibus de volta para a cidade e fomos para o Castelo de Sintra, que foi residência da família real no séc. 15. O palácio não é lá essas coisas, mas é cartão postal da cidade, com suas chaminés brancas. Logo depois, fomos almoçar em uma ruela logo em frente ao castelo, em lugar que vendia bacalhau a € 8 – uma pechincha! Aproveitamos para tomar o vinho da casa por € 2. Resolvemos, dali, ir para a Quinta da Regaleira, um palacete, que achei o mais legal e diferente da cidade, apesar de meio sombrio. O lugar é coisa mais diferente que já vi, vc sente emoções variadas ali dentro. Depois, voltamos a pé para a estação e pegamos o ônibus 403 que ia até o Cabo da Roca. A viagem dura mais ou menos 1h e vai passando por dentro de outras cidadezinhas, você nem sente que saiu de Sintra. Chegando lá, tivemos uma das visões mais lindas (e geladas) da viagem: o ponto mais ocidental da Europa, que termina em um penhasco, com o mar lá embaixo. Vale a pena. Atenção para os horários de volta, o lugar é meio isoladão. Voltamos para Sintra no último ônibus, que saía às 18h20, e chegamos de volta a estação de trem. Dali, já familiarizadas com a cidade, fomos a pé para as ruas próximas ao Castelo de Sintra, procurando a Periquita, uma espécie de lanchonete que vende as famosas queijadinhas e os travesseiros – espécies de doces que vale muito a pena comer. Acabamos conhecendo um búlgaro, Bohuslav, perdido no caminho, que ficou amigo e foi com a gente para a Periquita. Dali, voltamos para Lisboa, porque já havia anoitecido e não tínhamos noção de quando saía o último trem para a capital. Chegamos ao albergue, fomos lanchar numa rua próxima, voltamos e participamos da noite do vinho – degustação de vinhos, ao preço de € 15 (se não me engano), com petiscos e tudo mais. Muitas amizades no albergue.


Cabo da Roca / Imagem: Creative Commons

Dia 3 - Lisboa/Paris
Como teríamos que estar no aeroporto às 11h (nosso vôo saía às 13h), aproveitamos para dormir um pouco mais e ficamos andando pela região, em lojas, etc. Pegamos o aerobus 91 na Praça do Comércio, que vai direto para o aeroporto (o preço é o dobro, 3 €, mas valeu a pena porque estávamos atrasadas) e embarcamos para Paris.

A viagem continua:
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