sábado, 25 de maio de 2013


O sonho de 9 em cada 10 viajantes do mundo... que ainda não pisaram lá: Paris! A cidade é fascinante... mas esconde bem mais surpresas do que apenas a Torre Eiffel.

Dia 3 - Lisboa/Paris
Chegamos de Lisboa em Paris às 17h, no Aeorporto de Orly. Pegamos um aerobus até a estação final de bus, onde já compramos o Carte Orange (passe de metrô que vale por 1 semana) e dali fomos até a estação Laumière, saímos na Av. Jean Jaurès e viramos à esquerda na rue de Crimée, logo depois do canal estava o albergue St Christopher’s Inn – enorme, bem estruturado e um pouco longe do centro, o que é recompensado por ser perto do metrô – diária a € 23 em quarto misto para 10 pessoas. Como estávamos morrendo de vontade de ver Paris, largamos as mochilas no quarto e fomos para o Arco do Triunfo. Entramos na estação Crimée e saímos na estação Charles de Gaulle Etoile. Dali, é só atravessar a passagem subterrânea, que te deixará bem abaixo do arco. Chegamos lá às 9h da noite e pegamos um pôr-do-sol incrível (acostume-se, na primavera é nesse horário mesmo, vc aproveita bastante a luz do dia), subimos no arco e tivemos o nosso primeiro encontro com a Torre Eiffel. Linda, linda! Depois, descemos pelo lado esquerdo do Arco, seguimos em frente e estávamos na Champs-Elysées. Ali é cheio de lojas, ficamos abestalhadas com tanta coisa legal… e o nosso primeiro lanche em Paris foi ali – o olho da cara, mas vale a pena, afinal, era a Champs-Elysées. Voltamos para o albergue e fomos dormir.
Acredite: em Paris, 9 horas da noite... / Foto: Carina Dourado


Dia 4 - Paris
Acordamos cedo, tomamos café (baguete, leite, café, sucrilhos, suco, etc) no próprio albergue e fomos para o Trocadero, a melhor vista que se pode ter da Torre Eiffel. Basta pegar o metrô e seguir para a estação Trocadero. Ali é um grande terraço de frente para a torre. Cenário perfeito para a melhor foto da viagem. Dali, é só seguir a pé, em frente, pelos jardins do Trocadero e cruzar a Ponte d’Lena sobre o Rio Sena (nossa primeira visão do Sena, inclusive). Entramos na fila para o bilhete para a Torre Eiffel e compramos para o último andar (€ 10,70). Prepare-se para pegar muita fila, mas vale a pena – demoramos uns 45 min na fila para comprar o bilhete, mais uns 15 min pra pegar o elevador para o segundo andar e mais outra fila, ficamos uns 20 min, para pegar o último elevador e ir até o terceiro e último andar. Descemos e resolvemos andar por ali, até acharmos um restaurante barato (vietnamita) e comer ali mesmo. Voltamos e tiramos um cochilo na grama do parque que fica entre a Torre e a Ecole Militaire. Seguimos em frente, pela esquerda, viramos na primeira avenida à direita e saímos na Igreja do Domo, que aos fundos, tem o Musée de L'armée. Na verdade, tudo aquilo é o Hôtel des Invalides onde há diversos túmulos de heróis de guerra franceses, entre eles, o de Napoleão Bonaparte. Saímos pela frente do museu, viramos à direita até a Boulevard des Invalides. Na primeira rua à direita, chegamos no Museu Rodin. Compramos ingressos apenas para os jardins, onde estão as obras mais famosas desses escultor (entre elas, o pensador). Foi um dos museus mais gostosos de se passear da viagem. Logo em seguida, fomos para a Place de la Concorde, voltando pelo mesmo caminho ao Hotel dês Invalides, seguimos em frente até a Ponte Alexandre III (uma das mais bonitas da cidade). Viramos à direita e chegamos a praça, que nada mais tem que um obelisco no meio. Mas foi ali que foi executada Maria Antonieta e Luis XVI. Em frente, seguindo o rio Sena, está o Jardim das Tulherias. Atravessamos ele e chegamos ao Louvre. Como era uma quarta-feira (assim como nas sextas), ele só fecha às 22h. Chegamos às 18h, entramos pela Pirâmide de Vidro, não pegamos fila e fomos ver a Monalisa, Vênus de Milo e milhares de outras obras que não sei o nome, mas reconheci dos livros de história. Saindo do Louvre, vimos que todo mundo fazia piquenique na beira do Sena. Compramos um lanche e fomos para lá, descansar, comer e ver os barcos passando no rio. Voltamos para o albergue, tomamos ainda um vinho no bar do lugar e fomos dormir.


Não tem como não se impressionar com o tamanho da torre! / Foto: Carina Dourado


Dia 5 - Paris
Era o dia para ir a Montmartre, o bairro mais cool de Paris. Pegamos o metrô, em direção a estação Anvers e descemos já em frente à rua que vai dar na Sacre-Coeur. Subimos a ladeira, cheia de lojas de souvenirs, topamos com uma escadaria gigantesca que leva até a igreja. A vista é bem bacana e o lugar é cheio de artistas de rua. Grátis entrar na igreja. Se vc pegar a rua na esquerda dela, chega ao Place du Tertre (artistas e pintores de rua). Mas preferimos descer para comprar perengodengos e fomos para a Boulevard de Clichy. Dica: não compre essas coisas de turista na rua logo em frente à igreja, e sim na avenida, onde os preços são mais em contas. Alguns quarteirões a frente, está o Moulin Rouge. Dali, descemos a pé na rua logo a esquerda até a Opera de Paris - ou Palais Garnier. Não entramos, preferimos ir até as Galerias Lafayette, que ficam atrás dele, no Boulevard Haussmann. Pegamos o metrô ali, em direção a estação Bastille. Subimos a Boulevard Beaumarchais (sentido norte) ate a praça, que dá para se perder, já que todos os lados dela (inclusive as casas) são iguais. Embaixo dos prédios é cheio de barzinhos legais. A noite estava reservada para o Museu D’Orsay, que nas quintas-feiras fica aberto até às 21h45. Mas como estávamos mortas de andar, pegamos o metrô até a estação Solferino e fomos, mais uma vez, lanchar na frente do Sena.
Nas Galerias Lafayette é tudo caro... mas vale a visita pela arquitetura. / Foto: Carina Dourado

Dia 6 - Paris
Logo de manhã, fomos para a Notre Dame, que fica na Ile de Cité (pegar metrô para estação Cité). Saímos próximo ao Mercado das Flores, ao lado da igreja. Para entrar dentro dela é grátis, mas para subir nas torres e ver os gárgulas tem que pegar fila e pagar, mas vale a pena. Saindo dali, do outro lado da ilha (que é pequena), está a Saint Chapelle e Conciergerie. Preferimos não entrar, mas me arrependi, porque a St. Chapelle é uma das igrejas mais bonitas de Paris. Próximo está o Centre George Pompidou, de arte moderna. Também não fomos lá, escolhemos ir para as Catacumbas de Paris – metrô Denfert Rochereau. Quando os esgotos de Paris começaram a ser construídos, foram retiradas ossadas humanas de cemitérios que ficavam no caminho e depositadas nessas catacumbas – 1,5 km de muita caveira e esqueleto, no subterrâneo. Saindo dali, ficamos perdidas (mesmo pedindo informação) e gastamos um tempo danado para achar uma outra estação de metrô que fosse para a estação Pere Lachaise, mesmo nome do cemitério onde estão enterrados Edith Piaf, Chopin, Allan Kardec, Oscar Wilde e Jim Morrison. Mas, quando chegamos lá, faltando 15 min para as 18h, o guarda não nos deixou entrar (o cemitério fecha às 18h). Resolvemos, então, procurar um supermercado, a fome já apertava, onde compramos muito queijo (daqueles carérrimos no Brasil, e muito baratos por lá) e um vinho ultrabarato, mas um dos melhrores que já tomei. Fomos com a tralha toda para… o rio Sena! Piquenique again! Mas essas eram as melhores partes do dia: sentar, descansar, comer e morrer de falar besteira.
Milhares de ossos - milimetricamente organizados - nas catacumbas de Paris. / Foto: Carina Dourado


Dia 7 - Paris/Versalles
Era nosso último dia inteiro em Paris. Resolvemos ir para Versalles. Pegamos o RER (trem) na estação Gare Montparnasse (€ 5,30 – ida e volta). A viagem dura, aproximadamente 30 min. Ficamos 2 horas na fila para comprar o ingresso e chegando na bilheteria descobrimos que entraríamos de graça e não era preciso ter ficado esse tempo todo lá (eu tenho carteira internacional de jornalista e as minhas amigas tinham carteira internacional de estudante). Entramos e pegamos um bondinho que nos levaria até o Petit Trianon, palácio que Maria Antonieta ganhou do rei. Os palacete, em si, estava fechado, mas o que vale a pena ali é andar pelos jardins do Petit Trianon, onde há uma pequena vila, que a rainha mandou construir, para brincar com as crianças que morava no campo. Depois, pegamos de volta do bondinho, passamos em frente ao Gran Trianon (não descemos) e fomos até o Gran Canal. Ali, compramos sanduíche e refrigerante e fomos comer e tirar uma soneca nos jardins de Versalles, em frente ao canal onde dá para fazer passeio de barquinho a remo. Depois, começaram as Grandes Águas Musicais (começa a tocar música clássica e todas as fontes do jardim são ligadas), às 15h, e a gente foi andar pelo jardim, que é imenso e dá para se perder lá dentro – o que é uma coisa boa, já que, cada hora, você topa com alguma fonte esplendorosa pela frente. Depois, fomos visitar o interior do Palácio de Versalles, passamos pelos aposentos do rei, da rainha e dos infantes (o filhos do casal) até chegar ao Salão dos Espelhos (não deixe de visitar). Fomos, depois, até a lojinha de perengondengos e compramos um monte de coisas ali. Voltamos para a estação, já que o Palácio estava fechando e pegamos um trem até a Torre Eiffel. Ali, em frente, descemos até as margens do Sena para pegar um bateaux-mouche (€ 10) e fazer o passeio pelo rio à noite. Quando entramos no barco, já eram 22h e as luzes da Torre Eiffel foram acesas, piscando sem parar. Uma grande despedida de Paris. O passeio durou em torno de 1h, voltamos para o local da partida e ali, próximo, já pegamos o metrô de volta ao albergue.
Vila construída para Maria Antonieta, Petit Trianon - imperdível! / Foto: Carina Dourado

Dia 8 - Paris/Veneza
Fomos de manhã para o Aeroporto Charles de Gaulle de metrô, que sai dentro do próprio aeroporto... uma mão na roda! Agora, o próximo destino... Veneza, na Itália!

A viagem continua:
Veneza... e a bela Toscana!
. Se deixando perder em Roma

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