domingo, 26 de maio de 2013


Continuando nossa viagem, a última parada foi a Espanha. País colorido, de gente alegre e que consegue misturar bem o moderno e o antigo. 

Dia 17 - Roma/Madrid
Saímos de Roma à noite e o vôo atrasou 1h30 e meu cunhado, que morava lá na época, estava esperando a gente no aeroporto de Barajas, em Madrid, tomou um chá de cadeira. Quando chegamos, já era mais de meia-noite e não havia mais ônibus e metrôs dali. O jeito foi pegar um táxi.

Dia 18 - Madrid
Acordamos cedo e com meu cunhado de guia, fomos até a estação Atocha (onde aconteceram os atentados), principal da cidade. A estação é linda, com uma verdadeira floresta dentro dela. Saímos dali, seguimos em frente, passamos em frente ao Museu Reina Sofia (onde voltaríamos mais tarde), viramos a esquerda, depois a direita e seguimos em frente. Chegamos na Plaza Mayor, onde vimos um verdadeiro cortejo ao presidente da Nigéria, que estava visitando o país. Com direito a carruagem e tudo. Dali, seguimos adiante e chegamos na Catedral de la Almudena. Eu estava sedenta por arte mais... digamos, diferente - depois de muita, muita ruína e renascimento na Itália, A catedral veio como um prato cheio para mim: com suas abóbadas colorodíssimas e vitrais cheios de vida, era tudo o que precisava. Logo ao lado, o Palacio Real de Madrid… e não é que o cortejo continuava? Desta vez, vimos dentro da carruagem a princesa Letizia, que antes era plebéia, apresentadora de tv. Atrás de nós estava a Plaza de Oriente, atravessamos ela e seguimos na rua até achar um restaurante bacana para almoçar. Os preços, para nós, depois de passarmos por Veneza e Paris, estavam cada vez menores. Por 10 euros, comemos muitíssimo. Voltamos a pé, passando pela ursa comendo madroño, o símbolo da cidade, até chegarmos no Museu Reina Sofia, onde meu cunhado nos deixou e entramos para ver as obras. O museu é cheio de obras de arte moderna, entre Dali, Picasso, Miró, entre outros. Pena que a obra Guernica, de Picasso, estava sendo recolocada em outro andar e por isso não estava exposta para o público. Depois, fomos para as lojas próximas ao metrô Ópera, onde aproveitamos para fazer compras e lanchar. Já estava a noite e estranhamente eu e um grupo de brasileiras vimos no céu um monte de luzes vermelhas. É… disco voador, vai saber se era mesmo. Chegamos na casa do meu cunhado já eram 23h, mas não foi por abdução.
Teto da Catedral de Madri... alegre e lindo! / Foto: Carina Dourado

O símbolo de Madri: la ursa comendo madroño / Foto: Carina Dourado
Carruagem real levando o convidado por Madri... e a rua inteira parando para ver / Foto: Carina Dourado

Dia 19 - Madrid/Barcelona
Saímos da casa do meu cunhado em direção a estação Atocha, onde deixamos nossas mochilas em lockers e fomos bater perna. Pegamos o metrô até a Plaza de Toros Las Ventas, onde acontecem as touradas. Ali, é possível comprar um ingresso para conhecer a arena e tudo mais. Mas como tínhamos pouco tempo, pegamos o metrô e fomos até a Puerta Alcalá, em frente ao Parque del Retiro. Era o jardim real no século XVI. O parque é lindo, almoçamos em um restaurante ali por perto (pedimos medio pollo… e não é que veio a metade certinha de um frango no prato, junto com batatas? enorme e apenas 4 euros), compramos a sobremesa numa lojinha especializada em chocolates e voltamos para o parque. Tiramos um cochilo rápido na grama, ficamos andando por ali. Resolvemos voltar para a estação Atocha, de onde sairia o nosso trem bala para Barcelona (as passagens foram compradas com 1 mês de antecedência pelo site – de 100 euros, compramos por 40). Foram 600 quilômetros em 3 horas, você nem sente que o trem está tão rápido assim. Chegamos em Barcelona, uma amiga foi nos buscar na estação e dali seguimos para a casa dela. A noite, saímos para comer crepe e tomar cidra (lá o crepe só se come tomando cidra) e depois casa, descanso.
Plaza de Toros Las Ventas / Foto: Carina Dourado

Cartazes de touradas atuais... mas em estilo antiguinho / Foto: Carina Dourado


Puerta de Alcalá / Foto: Creative Commons

Dia 20 - Barcelona
No outro dia, logo de manhã, fomos para o Parque Güelll, pela estação Vallcarca. Seguimos pela Carrer de la Farigola, subindo escadas rolantes (porque ninguém merece subir aquelas ladeiras a pé), até chegar na entrada lateral. O Parque Güell é uma cidade-jardim feita por Gaudí, o grande artista catalão. Ali, é possível entrar na Casa-Museu Gaudí, onde o artista viveu por um período. No parque também se encontram os balcões de gaudí, bancos feitos de mosaicos, e o lagarto que virou símbolo da cidade. Saindo do parque, descemos a rua, a esquerda, até chegar na Travessera de Dalt, a direita, seguindo até o metrô Lesseps. Seguimos para a estação Espanya. Ali, seguimos na Avinguda de la Reina Maria Cristina até chegar nas escadarias (thanks god, outra vez, rolantes) do Parc de Montjuïc. Subimos até o Palácio Sant Jordi e depois descemos. Pegamos novamente o metrô, agora para a estação Sagrada Familia. Ao sair do metrô, tivemos a surpresa: bem a nossa frente, estava a Catedral da Sagrada Família, que há mais de 100 anos está em construção. A maior parte do projeto é de Gaudí, mas já tem a mão de outros artistas, que deram continuidade ao projeto. Almoçamos por ali, a primeira paella espanhola. Entramos na catedral, subimos até o topo de elevador (fila imensa para isso) e descemos depois de escada, aproveitando cada parada. Saímos dali e voltamos para trás da catedral, pegamos a Avinguda de Gaudí, até chegarmos no Hospital de Sant Pau, uma verdadeira vila moderna no meio da cidade, que é mesmo um hospital. Dali, pegamos o metrô para a estação Catalunya e descemos em frente a La Rambla, a famosa rua de Barcelona. Batemos perna, entramos em lojas, nos encontramos com a minha amiga e outro amigo e fomos para uma pizzaria por ali mesmo. Fim de noite.

Dia 21 - Barcelona
Sábado, minha amiga estava livre do trabalho e foi andar com a gente. Passamos pela Casa Milà, também chamada de “La Pedrera”, e a Casa Batlló, ambas projetos de Gaudí. Depois, descemos para La Rambla e fomos as compras. O restante do dia foi só para isso. Terminamos em um Starbucks ali por perto, mortas de cansadas e cheias de sacolas. A noite, preferimos ficar em casa, compramos queijos, vinhos e outros petisquinhos e fizemos a festa na casa da Dani. Hora de arrumar as malas.

Dia 22 - Barcelona
No último dia em Barcelona, aproveitamos para andar a toa na cidade. Estávamos cansadas e fizemos as últimas compras. Começou a chover, descemos as Ramblas e acabamos no porto e logo atrás, no shopping mare magnum. Mais compritas e volta para casa da Dani.

Dia 23 - Barcelona/Brasília
Saímos de madrugada (5h da manhã) da casa da Dani e fomos para o Aeroporto. O vôo saía às 7h30. Conexão em Lisboa. Chegamos em Brasília às 15h30, mortas, mas felizes.

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