Na Califórnia, nosso destino final na Califórnia foi San Francisco, uma cidade cheia de histórias, diversidade e coisas para conhecer.
Enquanto a Rê ficou parada dentro do carro, eu e Meg saímos, tiramos fotos e fomos entregar o carro, no hotel Hyatt Regency Embarcadero.
Como estávamos por ali – e agora a pé – fomos caminhando até a Embarcadero, onde fica o
Ferry Building Marketplace. O local é um mercado de produtores da região, onde você pode comprar de tudo: queijos, chocolates, vinhos, verduras, legumes - tudo super bonitinho. No local também tem diversos restaurantes. Resolvemos almoçar por lá, num restaurante chinês bem característico. Comida boa e barata.
Pança cheia, resolvemos ir andando até o
Pier 39. Basta saí do Ferry Building e pegar a calçada para o lado direito. É uma caminhada de 2 quilômetros, mas como estava frio, achamos legal caminhar para aquecer. Quem não tiver disposição para andar, pode pegar os trolley cars (os famosos bondinhos de SF), que passam em frente e tem uma cara de anos 60. Ir andando teve suas compensações. Além de passar por lugares bonitinhos, também passamos pelo Pier 33, de onde saem os passeios para Alcatraz. Tinha me esquecido completamente de comprar os tickets antes, apesar de já ter visto que era melhor comprar com antecedência. Resultado: quando chegamos no pier, fomos na bilheteria do
Alcatraz Cruises e só havia ingressos para dali a 10 dias. Por isso, fica a dica: compre com antecedência pelo
site.
Continuando em frente, chegamos ao Pier 39. O lugar é bem turistão, cheio de lojinhas de souvenirs: besterinhas como imãs (uma loja só disso), camisetas, chapéus, restaurantes. E até uma loja que vende pérolas, que você retira de dentro de ostras mesmo.
O mais interessante do lugar está na parte de trás. Basta seguir por entre as lojas até avistar novamente o mar. Andando pelo lado esquerdo, você avistará os leões marinhos. São dezenas desse bichos (nada cheirosos) tomando banhos de sol nas plataformas de madeira. Ninguém sabe porque eles começaram a aparecer ali, mas estão ali aos montes. No local há até mesmo uma espécie de arquibancada para quem quiser sentar e ficar ali apreciando a vida animal (só é difícil aguentar o cheiro).
Saindo do Pier 39, continuamos andando a procura de um táxi – que é barato em San Francisco. Andamos, andamos, andamos, subimos algumas ruas até conseguir achar um e voltamos para o hotel.
Tínhamos combinado de encontrar um casal amigo da Rê em uma lanchonete relativamente próxima ao hotel. Só foi o tempo mesmo de deixar comprinhas bobas por lá e descer para Mission Street, cerca de 1 quilômetro. Fomos para o
Mel's Drive In, uma lanchonete que é obrigatória conhecer em San Francisco. Os hamburguers são deliciosos e o milk shake melhor ainda.
Empanturradas de comida, voltamos a pé, passando pela Macy's, na Union Square, onde gastamos mais alguns minutos fazendo comprinhas. Mas a noite ainda reservava outra boa surpresa.
Como era quinta-feira, seguimos o conselho da Rê de irmos para o
Popscene. Para quem gosta de rock, é um lugar bem bacana. Me senti em casa. No dia, não havia banda tocando, apenas discotecagem. Valeu a pena, mas indico só para quem gosta de rock mais moderninho. Detalhe: os bares, boates e cia só funcionam até às 2h da manhã. Então, o horário legalzinho de chegar é a partir das 22h. O Popscene fica na 330 Ritch Street.
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| Show de mágica no meio do Pier 39 |
DIA 5
Detonadas da noite anterior, acordamos tarde. Perdemos o café do hotel, que vai até às 10h. Mas foi só a desculpa que precisávamos para ir tomar café num café, no meio da Union Square. Depois do café, resolvemos dar uma volta pelas lojas pela região – Levis, Zara, Republic Banana, Swatch, Macy´s…
Deixamos as sacolas de compras no hotel e resolvemos ir até a
Haight Street. A região foi o epicentro da cultura hippie nos Estados Unidos. Foi por ali, por exemplo, que viveu a Janis Joplin – a gente não chegou a ver a casa, mas se procurar, acaba achando.
Hoje, a rua é cheia de brechós com roupa vintage, onde dá para achar muita coisa bacana. Tendo paciência, dá para ter uns achados fantásticos.
Agora, se não gosta de roupas usadas, a rua tem uma imensa variedade também de roupas, sapatos e todo tipo de coisa novinhos em folha. E preços ótimos! Além disso, é super divertido passar por lojas como a
Piedmont Boutique, de meias, na esquina com a Ashbury, onde há pernas gigantes saindo de uma janela!
Almoçamos num restaurante de crepe e passamos o resto da tarde andando por ali e fazendo comprinhas.
Voltamos para o hotel no fim da tarde, tomamos banho correndo para nos encontramos com amigos que moram lá. Eles nos levaram para uma das mais famosas pizzarias da cidade, a
Tony’s Pizza Napoletana, que fica na Stockton Street, 1570 – North Beach. Há várias pizzas legais, mas a mais famosa é a pizza margherita, que se não me engano, foi premiada várias vezes no World Pizza Champion Tony Gemignani. O legal é que o local também é uma escola para pizzaiolos – enfim, outra filosofia – o cara é premiadíssimo e mesmo assim ensina outras pessoas como se fazer uma boa massa. Mesmo com reserva, esperamos cerca de 15 minutos do lado de fora, num frio congelante!
De lá, resolvemos esticar a noite e descer pela Columbus Avenue até o
Vesuvio, o bar da geraçãp beat. No caminho, você tem uma idéia bem clara que está no bairro boêmio da cidade, cheio de restaurantes (a maioria italianos), boates e até algumas casas de streeptease.
O Vesuvio fica no numero 255 da Columbus Avenue, ao lado de uma livraria (mais tarde falo sobre ela). Chegamos, o bar estava lotado também, mas conseguimos pegar uma mesa excelente no andar superior. Terminamos a noite ali, naquele clima meio nebuloso e cheio de histórias do passado. Por ali, passaram Jack Kerouac e toda geração Beat que marcou a literatura americana – e que eu, pessoalmente, amo! Era o o local que mais queria ir em San Francisco.
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| Haight Street |
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| Piedmont Boutique e suas pernas gigantes saindo pela janela |
DIA 6
O sexto dia em San Francisco foi um sábado de sol! Torcíamos tanto para isso, porque era o dia em que conheceríamos a
Golden Gate. Pegamos o carro de uma amiga da Rê emprestado – sim, para conhecer a Golden Gate o conselho é ou ir de carro ou ir de excursão ou de bicicleta (e tem que pedalar um bocado). Ah, também dá para pegar um ferry no Ferry Building ou no Pier 41.
Passamos pela Golden Gate, de boca aberta pelo tamanho da estrutura da ponte. Gigante! E também percebemos que, apesar de ser um dia de sol, lá estava o fog, cobrindo metade de ponte. Para mim, uma excelente visão, porque a Golden Gate não seria a mesma sem o fog.
Mas deixamos para parar nela na volta, porque a primeira parada do dia era Sausalito, a cidadezinha que fica do outro lado ponte. De carro, você pega uma estradinha curva que tem logo do lado direito, depois que sai da ponte – tem sinalização.
Sausalito é a riviera francesa californiana. É linda! Local apenas de casas – e apenas de casas de gente rica – bem tranquila e fofa, a beira do mar. Deixamos o carro em um estacionamento e ficamos andando pela margem, vendo lojinhas de souvenir e outras bobeirinhas. E aproveitando o sol!
Chegou a hora do almoço, escolhemos um restaurante italiano a beira mar, bem gostoso… e barato. Por ali pode até parecer que isso é impossível, mas basta andar, andar, andar e olhar que você acha. Outra dica é experimentar o famoso hamburguer de Sausalito, numa lanchonete que fica de frente para a pracinha onde chega o ferry. Não me lembro o nome, mas você vai saber qual é pela fila de gente que fica na porta – e, por esta razão, nossos estômagos preferiram passar adiante essa.
Depois de muitas fotos e comprinhas em Sausalito, pegamos o carro e fomos para Golden Gate. O clima até muda de chegar perto da ponte – um frio insuportável. Leve casaco porque lá é frio mesmo. No caminho de volta, há um mirante da Golden Gate, ainda do lado de Sausalito, que te leva até o topo de uma montanha, ao lado da ponte. É o melhor lugar para tirar fotos.
Descendo do morro, logo dá para ver um estacionamento, bem próximo a ponte. Estacionamos (grátis) o carro lá e fomos por um passagem que passa debaixo da ponte, para o outro lado da rua. É que de um lado da ponte é só para ciclistas (lado direito, para quem está em Sausalito), do outro, para pedestres (lado esquerdo). Subimos na ponte e tiramos mais uma centena de fotos.
É estranho notar algumas placas indicando telefone em caso de emergência ou outra confusão. Mas é fácil de entender – a Golden Gate tem uma altíssima taxa de suícidios. Por isso, a ponte é monitorada com câmeras 24 horas por dia. Nem ouse em brincar ali!
Voltamos para o lado de San Francisco e, seguindo pela Doyle Drive, passamos em frente a um lindo prédio antigo, meio avermelhado, com um jardim. É o
Fine Arts Palace e o
Exploratorium (um museu de ciência e tecnologia, que as crianças costumam amar). Não entramos, mas fomos ver o laguinho do museu, do outro lado, uma paisagem lindíssima, onde ficamos um tempo sentadas, tomando sol e só admirando.
Depois, resolvemos devolver o carro da amiga e nos preparar para a saída da noite. O interessante é perceber que a gente parava muito mais cedo, porque a noite (jantares, baladinhas) em San Francisco começam cedo mesmo.
Marcamos de nos encontrar na casa desse casal de amigos às 20h e depois de fazer uma horinha ali, fomos para uma festa chamada
New Wave City que acontece uma vez por mês em San Francisco e toca música dançante (e boa) dos anos 80.
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| Golden Gate se destaca, mesmo em meio ao fog |
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| Sausalito... pacífica e exuberante |
DIA 7
Domingão, acordamos tarde. Mais um vez… perdemos o café da manhã. Ahahaha… e lá fomos nós para a nossa amiga Union Square. Cansadérrimas, ficamos novamente por ali, aproveitamos para gastar a manhã na Macy´s.
Lá pelas 16h (é, a gente ficou literalmente horas e horas na Macy’s) decidimos almoçar na
Cheesecake Factory, um restaurante super barato e mega bom que fica no terraço do prédio da loja. Depois de quase uma hora de espera (esse é o preço que se paga em ir no verão), conseguimos uma mesa no terraço, na parte de fora. Apesar do frio, foi excelente o almocinho… onde também enrolamos horas.
O fato é que domingo foi um dia de descanso. Ficamos nessa região. À noite, nos encontramos mais uma vez com o casal do amigos, que nos levou para um restaurante em Mission, o bairro mexicano da cidade. Não consigo lembrar o nome do restaurante, mas a comida era espetacular.
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| Vista de cima da Macy's, do terraço do Cheesecake Factory |
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| A gente merecia um dia de luxo e ócio, né? |
DIA 8
Último dia em San Francisco. Aproveitamos para ir aonde não fomos e voltar onde queríamos. Nesse dia, conseguimos pegar o café da manhã (ansiedade absoluta, era último dia, a gente conseguiu acordar cedo). Começamos o dia por Chinatown, que fica bem pertinho do hotel. Basta pegar a Sutter e ir em direção à Grant Street. Logo dá para ver o portal do bairro chinês.
Andamos pelas lojinhas lotadas de souvenirs de tudo quanto é jeito – é um ótimo lugar para comprar aquelas lembracinhas de cidade que todo mundo leva para os amigos e família – e caminhamos, seguindo em frente, por 9 quarteirões… até encontrar novamente nosso amigo, o Vesuvio.
Como estava de dia, aproveitamos para tirar inúmeras fotos e entramos na livraria ao lado, a C
ity Lights Bookstore. É a livraria que lançou todos os autores beats. Escrevi sobre ela e o dono dela no
meu outro blog.
Ainda no pique, fomos caminhando até a
Coit Tower, cerca de 750 metros. A Coit Tower é uma torre que fica em cima de um morro, de onde você tem uma vista panorâmica de 360 graus de San Francisco. Bem legal.
Descemos e de lá fomos novamente para North Beach, onde almoçamos em um dos vários restaurantes italianos que tem pela região, a preços bem acessíveis. Se dependesse exclusivamente de mim, teríamos almoçado no
Stinky Rose, literalmente a Rosa Fedorenta… ahaha… um restaurante especializado em comida com alho. Como eu sou alucinada por alho, teria me deliciado ali! Mas minhas amigas não são tão fãs assim do temperinho fedorento…
Descemos a Columbus Avenue (no sentido contrário do Vesuvio), em direção ao
Fisherman´s Wharf, até encontrarmos a fábrica de chocolates
Ghirardelli, que fica no finalzinho da Bay Street. O local é uma loucura. Antes de entrar, você ganha uma mini barrinha de chocolate, experimenta, fica alucinada e quer comprar tudo. A de recheio de caramelo é a melhor delas!
De lá, fomos caminhando pela Jefferson Street até o Fisherman´s Wharf, onde fica o
Musée Mecanique. É um museu que você pode entrar de graça, onde vê máquinas de diversão antigas, de 1800 e tanto… Para usá-las tem que colocar moedinhas de 25 a 50 cents. Existem máquinas que trocam as cédulas de dólar em moedas para que você possa brincar a vontade. Gastamos um bom tempo ali, rindo que nem crianças. Indico muito esse museu!
Cansadas das andanças – esse roteiro tem cerca de 5 quilômetros – voltamos para o hotel, deixamos as coisinhas por lá e fomos fazer as últimas comprinhas em San Francisco na Union Square. Terminamos o dia na lanchonete
Lori's Diner, da Geary Street, a rua que corta a Union Square pelo lado direito, logo abaixo da praça, com nosso casal de amigos, nos empanturrando de hamburguer e milk shake, que é o que os americanos sabem fazer como ninguém!
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| Entrada de Chinatown... e pose para careta. |
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| Subidinha típica de San Chico, com a Coit Tower ao fundo |
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| Supresas que se encontram nas calçadas poéticas de SF |
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| Bonecos do Musée Mecanique |
DIA 9
Dia de separação: Rê ficou em San Francisco mais um dia... e eu e Meg fomos para Nova York. Mas isso daí já é história para um outro post, né?
:)
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