sábado, 25 de maio de 2013



Foram 5 dias em Roma... com suas infinitas ruelas, sempre terminando em alguma pizzaria ou trattoria. Roma foi feita para andar, andar, andar... e se perder!



Dia 12 - Florença/Roma

A viagem durou cerca de 3 horas e meia, num trem legal (não tão moderno quanto o de Veneza para Florença, mas pelo preço, estava em excelente estado). Chegamos a estação Termini. Por ali, é a região de albergues de Roma, a maioria se concentra nessa região. O albergue que reservamos ficava na rua logo a esquerda, saindo da estação, na Via Solferino 9, o M&J Place – o pior albergue de toda a viagem, apesar a ótima localização e boas amizades que fizemos lá. Como estávamos no meio da tarde, fomos andar por ali, saímos do albergue, viramos a esquerda, atravessamos a rua e topamos com umas ruínas – a primeira de milhares que veríamos ali. Eram as Thermas de Diocleciano, as maiores de Roma antiga. Neste dia, ficamos apenas nos jardins das Thermas, já sabíamos que em Roma se poderia comprar em qualquer banca o Roma Pass - que dá direito a dois ingressos fura-fila para os museus mais concorridos (como o Coliseu), entrada grátis em outros museus menos conhecidos e desconto em outros, além de um ticket para andar no transporte público - metrô, ônibus - e um mapa da cidade. Dali, continuamos descendo, contornando as Thermas, até chegar em uma igreja, construída nas ruínas. Era a Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, onde há afrescos de Michelangelo. Em frente, da igreja, atravessando a rua, está a Piazza de la Repubblica. Descemos a Via Nazionale, que é cheia de lojas e restaurantes, até o fim, passando pelas ruínas do Mercati Troiani, viramos a esquerda e logo depois a direita, descemos uma rua de pedestres, onde há uma escada e demos de cara com as ruínas do Foro Romano. Lindo, lindo! Voltamos para o albergue, no caminho jantamos, e fomos nos preparar para o dia seguinte.
Roma Pass... com os tickets e mapas. / Foto: Creative Commons

Dia 13 - Roma/Vaticano
Resolvemos ir ao Vaticano neste dia, era um sábado. Acordamos cedo, pegamos o metrô na estação Termini até a Ottaviano. Descemos nela e seguimos o fluxo de turistas. Topamos com o muro do Vaticano, seguimos pela direita, até chegar no final de uma fila que já se formava para entrar no Museu do Vaticano (eram umas 9h30, o museu abre às 10h). Há vários sinais indicando o local do museu. Ficamos cerca de 20 min na fila e entramos no museu. Lá dentro, há vários museus pequeno - pegue um mapa, você vai precisar. Já na entrada, após passar as roletas onde você apresenta o ingresso, há a Scalone Elicoidale, uma escada giratória famosa, mas você pode optar subir de escada rolante. Logo a esquerda, está o Museo di Antichitá (a mais rica coleção de arte existente) – com 4 museus: Museo Gregoriano Egizio (sarcófagos, múmias, vestes funerárias e coisas egípcias), o Museo Pio Clementino (antiguidades gregas e romanas), o Museo Chiaramonti (extensa galeria e grande número de esculturas) e o Museo Gregoriano Etrusco (9 salas com material arqueológico etrusco). Em frente ao Musei di Antichitá está a Pinacoteca Vaticana, com 15 salas com coleção desde os tempos primitivos até 1.700. A direita, os Musei Gregoriano Profano e Pio Cristiano – Galleria degli Arazzi (com 10 tapeçarias de alunos de Rafael) e Gallerie delle Carte Geografiche (corredor de 100 m com pinturas italianas). Cruzando as galerias, chega no Stanze di Rafaello (apartamento privado do papa Julio II, com afrescos de Rafael). Descendo as escadas dos quartos de Rafael, chega-se a Capella Sistina (afrescos de Michelangelo, Botticelli, Rosselli). A parte central dela apresenta o Gênesis, com o famoso dedo de Deus - que é uma das dezenas de cenas no teto, menor que imaginávamos. É proibido tirar foto. Dali, saímos por uma porta a esquerda (que haviam avisado a gente que era para excursões e não era necessário pegar muita fila) e fomos parar dentro da Basílica de San Pietro, descemos umas escadas e fomos para as criptas onde estão enterrados os papas. Depois, subimos novamente e entramos na Basílica. É ali que está o sepulcro do apóstolo Pedro. Lá dentro está a Pietá, de Michelangelo. Paga-se para subir e ter uma visão esplendorosa do Vaticano, mas estávamos cansadas de escadas e ficamos lá embaixo mesmo. Saindo da basílica, demos de cara com a Piazza San Pietro, em formato de ferradura, com 4 fileiras de colunas. Há pontos marcados no chão, fique em cima deles e veja todas as colunas alinhadas. No centro, o Obelisco Egípcio trazido por Calígula para o Circo de Nero. Da praça, saímos e fomos novamente para a lateral exterior do museu - e aí deu para ver o que era a fila de entrada que não pegamos porque chegamos cedo. Ali, encontramos uma trattoria – restaurante típico romano, onde são oferecidos prato de entrada, 2 pratos principais, sobremesa e bebida por cerca de 15 euros. Voltamos para o albergue, cansadas, tiramos um cochilo. No começo da noite, fomos encontrar o pessoal do nosso quarto do albergue nas escadarias da Piazza di Spagna, às 20h e depois saímos sem rumo, procurando uma pizzaria. Encontramos uma próximo a Piazza Popolo, na Via del Balbuino, bem legal e preço acessível. Depois, saímos andando pelas ruas sem rumo, até chegarmos na Fontana di Trevi. Foi amor a primeira vista, o local mais lindo de Roma. Tiramos fotos, joguei moedinha na fonte (afinal, quem joga, sempre volta a Roma) e voltamos para o albergue. No caminho, achamos um bar com música ao vivo, tocando Beatles, o garçom chamou a gente para entrar. Começamos a dançar, o pessoal do bar - até então sentados - começou a nos acompanhar e foi assim o restante da noite!
Museu do Vaticano... e nem era alta temporada! / Foto: Carina Dourado
Múmia do Museo Gregoriano Egizio / Foto: Carina Dourado

Dia 14 - Roma
Para aproveitar os ingressos do Roma Pass, escolhemos gastar o primeiro dos dois que tínhamos direito no Coliseu. Na verdade, com 1 ingresso você entra no Coliseu e no Palatino (um campo e uma colina imensos, onde está a maior parte das ruínas romanas). Furamos fila com esse ingresso (e a fala estava imensa), entramos no Coliseu, andamos lá dentro (é lindo) e fomos para o Palatino, que está logo ao lado (saindo do Coliseu, ir em direção às ruínas e virar a esquerda, para encontrar a entrada do local). Andamos praticamente a manhã toda ali, vimos a Casa de César e vários templos e prédios importantes da Roma Antiga. Leve uma garrafinha de água e vá de tênis muito confortável. Saindo do Palatino, virando a esquerda, chegamos no capitólio, em cima da colina, onde hoje é a sede da Câmara Municipal de Roma. Na praça há uma estátua de Marco Aurélio em um cavalo. Descemos as escadas em frente, e fomos procurar a Crypta Balbi, ruínas abaixo do nível da rua, encontradas durante uma obra. Ela fica na Villa de La Botteghe Oscure. A Cripta faz parte de 5 museus em Roma que são chamados de Museo Nazionale (com 1 só ingresso você consegue ir para 5 museus). Saindo da cripta, viramos a direita e seguimos em frente até chegar Altare da Patria, um monumento erguido pelo Rei Vttorio Emanuele II que uniu a Itália depois de mais de 1500 anos. Andamos até a Piazza Argentina e seguimos a pé até o Pantheon, passando pela igreja Santa Maria sopra Minerva, que tem uma estátua de um elefante carregando um obelisco egípcio nas costas. Entramos nessa igreja, que é linda por dentro, com suas abóbadas azuis e estrelas douradas. Chegando no Pantheon, não pudemos entrar porque estava tendo uma missa ali dentro (é, virou mais uma igreja em Roma). Seguimos, então para a Piazza Navona, onde estão as 3 fontes e a embaixada do Brasil. A praça é a mais animada da cidade, cheia de artistas de rua. Depois, seguindo na direção oposta da embaixada, atravessamos a praça e seguimos na rua reto, até chegarmos ao Palazzo Altemps, mais um do Museo Nazionale Romano. Ele fica meio escondido, é cheio de estátuas romanas e com uma capela sombria. Estávamos sozinhas no museu, chegou a dar medo - mas foi bacana ter conhecido. Voltamos para o albergue, dando uma pausa no nosso local preferido: a Fontana di Trevi.
Vista de dentro do Coliseu / Foto: Carina Dourado

Piazza Navona / Foto: Carina Dourado

Dia 15 - Roma
Domingo, resolvemos ir até a Feira de Porta Portese (vias Portuense e Ippolito Nievo, no Trastevere), que tínhamos notícia que era um grande mercado das pulgas. Acordamos cedinho, estava chovendo, mas mesmo assim fomos. Chegando lá, decepção. A coisa era uma grande feira do paraguai. Resolvemos pegar um bonde elétrico dali e ir para a Piazza Argentina, de onde pegamos um ônibus e fomos para o Castelo de Sant’Angelo. O castelo fica bem próximo ao Vaticano e há uma passagem subterrânea para lá, por onde os papas fugiam quando o Vaticano era ameaçado. De lá, demos mais uma volta próximo ao Vaticano e voltamos para o albergue (cochilo pós-almoço, estávamos mortas). Depois, resolvemos entrar nas Thermas de Diocleciano, próximas ao albergue, onde há muita muita muita ruína em exposição. No entardecer, compramos uma garrafa de vinho e fomos para a Fontana di Trevi (de novo!).
Rio Tibre, visto do Castelo de Sant'Angelo. / Foto: Bianca Abreu
Fachada de prédio em uma das ruelas de Roma / Foto: Carina Dourado

Dia 16 - Roma
Fomos procurar, pela manhã, o tal do Pie di Marmo, perdido por Roma. Para chegar a Via del Pie di Marmo, pegamos um ônibus da estação Termini até a Piazza Argentina. Dali, fomos a pé. Um quarteirão a frente virando a esquerda, está a Via della Gata, onde, em cima de uma casa, há uma gata de mármore (é pequena) da Roma Antiga. Depois, pegamos um ônibus novamente na Piazza Argentina para a Piazza della Bocca della Veritá, descemos na igreja de Santa Maria in Cosmedin, onde está a Bocca della Verità, uma tampa de bueiro medieval, com a cara de um homem. A lenda diz que os mentirosos que colocam o mão ali, a boca se fecha nela. Saímos da igreja, virando a esquerda, atravessamos a Via della Greca e esperamos um ônibus para ir até a Catedral de Roma, San Giovanni. A esquerda da frente da catedral, está a Scala Santa, que dizem os católicos ter sido levada de Israel para Roma. Jesus teria passado por ela. A escada, de madeira, já está bem velha e apenas gente que está pagando promessas pode subi-la, de joelhos. Almoçamos por ali e, depois de pegar um temporal, pegamos um ônibus (118 ou 218) e fomos para as Catacumbas de San Calixto, fora da cidade. Por cima, são campos lindos. No subterrâneo, são as catacumbas dos cristãos – os romanos os obrigavam a enterrarem seus mortos nesta parte da cidade. Uma verdadeira aula de história sobre os primórdios do cristianismo ali. Enquanto saíamos das catacumbas, começou a chover forte, corremos e do outro lado da estrada havia um restaurante. Aproveitamos para almoçar por ali. Pegamos um ônibus de volta a San Giovanni, atravessamos a Muralha Aureliana e ficamos em frente a Coin, na Piazzale Appio, 7. A loja de departamentos é gigante e um bom lugar para comprar cosméticos e perfumes.
Corajosos enfrentando a Scala Santa... porque ela já está bem podrinha. / Foto: Carina Dourado
Entrada das Catacumbas... o lugar fica longe e isolado, mas vale a pena. / Foto: Carina Dourado

Dia 17 - Roma/Madrid
Era nosso último dia em Roma. Sairíamos do albergue às 18h. Arrumamos as mochilas, deixamos guardadas com o pessoal da recepção e fomos para a Villa Borghese. Pegamos o metrô na estação Termini e descemos na estação Spagna, passamos por um corredor subterrâneo com esteira rolante e saímos de frente ao parque. A villa foi criada em 1605 para o cardeal Borghese, que era um colecionador de artes. O parque é imenso e dá para ficar passeando nele grande parte do dia. Aproveitamos para tirar o nosso famoso cochilo na grama, fomos até o Giardino Zoologico di Roma (dentro do parque), mas não entramos. Preferimos passear no parque onde as pessoas levam seus cachorros para passear ali. Depois, pegamos um ônibus e fomos para a estação Termini, compramos os tickets do trem que nos levaria até o aeroporto, já a noite.
Villa Borghese, um jardim magnífico, foi nossa despedida de Roma / Foto: Creative Commons

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