domingo, 26 de maio de 2013




Quem não quer dar uma de Thelma e Louise e cair na estrada? 3 garotas, 1 carro e 9 dias na estrada - entre Los Angeles e San Francisco. O resultado? Muita história para contar.

Mas antes da gente começar, liga o som alto aí e bota Ray Charles para tocar... porque esse roteiro merece, viu?



Vamos começar aqui mesmo, por Los Angeles? Então tá:

Dia 1 - São Paulo/Los Angeles
Nos encontramos em São Paulo – já que eu moro em Brasília e elas, até então, em Goiânia – e pegamos o vôo da American Airlines. Como já viajei pela Delta Airlines, hoje, conhecendo as duas companhias, optaria pela Delta, que ganha um pouco na frente na questão de avião, comidinhas e cia. Fizemos a migração em Miami, alfândega, tudo tranquilo e embarcamos novamente, agora, destino final: Los Angeles. Deixamos para ver se alugávamos um carro no aeroporto. Los Angeles é uma cidade como Brasília: quase impossível para turista ficar andando a pé. Tudo é longe, não tem muita gente andando a pé nas ruas. E o trânsito é bem chatinho, por isso, pegar táxi pode virar sinônimo de gastos a mais (para conhecer mais, entre nesse link).  Vai por mim, se quiser sair de lá de carro, faça a reserva antes. Para conseguir falar com as locadoras de carro, você tem que ficar ligando de um telefone especial para isso, de graça. Muitos, não atendem os telefones e os que atendem, achamos o preço bem salgado. Sem falar que você não vai saber ao certo que tipo de carro vai alugar. Por isso, resolvemos pegar um táxi, a conselho da senhora do balcão de informação. Outro erro. Deveríamos ter usado o Super Shuttle, que não precisa de reserva (mas dá para fazer isso pela internet, mais seguro), pagando 18 dólares por pessoa. De táxi, deu 74 dólares + 5 de gorjeta (tip) ou seja, 80 dólares – 25 pra cada, de bobeira. Já tínhamos feito a reserva no Hollywood City Inn – um motel naquele estilo norte-americano, bem pertinho da Hollywood Boulevard. Como tínhamos visto no Trip Advisor uma boa cotação para esse hotel, resolvemos ficar por ali. E não nos desapontamos. Os quartos são mega limpos, cheirosinhos e o atendimento é tudo de bom. A diária saiu, com taxas, U$ 100,32, num quarto triplo – com duas camas de casal. Tem um café-da-manhã meia boca, com sucrilhos, leite, suco de laranja e uns croissants gigantes, que você pega na recepção de manhã e pode tomar no quarto ou na beira da piscina – sim, tem piscina! Mas como tinha um Starbucks na esquina acima, a gente preferiu tomar café todos os dias ali mesmo, comendo saladinha e escolhendo o que queria. Malas no quarto e a ansiedade a mil, fomos andar pela Hollywood Boulevard. Pausa aqui: coloque para tocar Sheryl Crow, que tem tudo a ver com a cidade:



Voltando, a Hollywood Boulevard é a rua que tem a calçada da fama e tudo aquilo que você já ouviu falar de Hollywood: Teatro Chinês, Kodak Theater (local de entrega do Oscar), estrelas dos famosos... Já era hora do almoço e a gente estava faminta. A caminhada do motel até o local mais movimentado da rua é grande – dá uns 2,5 km... 3 km. Mas foi besteira nossa, que não vimos o metrô na esquina do hotel. A estação ali é a Hollywood Western e você pode pegar até a Hollywood Walk of Fame que sai no meio do burburinho. Depois de muito andar debaixo do sol quente, entramos num muquifo e comemos o tal do gyros, uma comida grega, eu acho, com batata-frita e coca-cola. Valeu a pena por ter aparecido na frente da gente quando estávamos a ponto de desmaiar de fome. Andamos mais a frente, encontramos uma loja de perucas (primeiras aquisições em LA), a loja da Betty Page, muitos sex shops e estúdios de tattoo. Até, que, enfim, chegamos em frente ao Kodak Theater. Ali tem bastante lojas, shoppings, etc. Dá para passar o dia todo entrando e saindo de lojinhas. No fim do dia, fomos para o Pig'N'Whistle, um pub bem charmoso, para descansar, beber alguma coisa e... sentar! O local já teve como clientes regulares Shirley Temple, Clark Gable e Loretta Young. Fim do dia, já à noite, voltamos para o hotel e aproveitamos para dormir. O jetlag fazia efeito...

Predinhos charmosos na Hollywood Boulevard

Estrela da Rita Hayworth... diva!
Dia 2 - Los Angeles e Santa Mônica
Como já tínhamos visto que o negócio em Los Angeles era ter um carro, conversamos com o recepcionista do hotel que nos ajudou muito e chegamos a conclusão que estava mais fácil ir até a lojinha da Budget em frente ao Kodak Theater alugar um carro. Pegamos o metrô e fomos até lá. Fila de espera de uns 15 minutos e conseguimos. Alugamos o último carro disponível ali. Para alugar um carro nos Estados Unidos, é preciso o passaporte, a carteira de motorista brasileira e o cartão de crédito em nome de quem está sendo feita a reserva (ou seja, o dono dos documentos). Aproveitamos para alugar um GPS. O carro que pegamos foi um Ford Taurus. De lá, resolvemos ir para Santa Mônica. Los Angeles é bem fácil de andar, basta pegar um mapa da cidade para ver. É tudo certinho e planejadinho, fácil de achar. De qualquer forma, o GPS foi uma mão na roda para tirar dúvidas. Para ir para Santa Mônica, pegamos a famosa Santa Monica Boulevard e seguimos até o fim dela. Essa rua é paralela à Hollywood Boulevard no ponto em que estávamos, bastava descer 2 ruas para chegar nela. Bem fácil. 
No caminho, resolvemos parar na famosa Rodeo Drive – a rua das grifes famosas. Do outro lado da Santa Monica Boulevard, você vê Bervely Hills e suas casas luxuosas. Pare o carro por ali e vá andar. A Rodeo Drive dos filmes é bem curta e a rua paralela a ela, na Bervely Drive, você encontra vários cafés, restaurantes e lojas mais acessíveis para comprar. Mas vale o passeio, a Rodeo Drive é bem bonitinha e no final dela está o hotel onde se passa o filme Pretty Woman. Ok, eu sei que você lembrou da música, então coloca pra tocar:


Satisfeitos os olhos, o estômago já começava a apertar. Fomos para o destino final, Santa Mônica. Seguindo a boulevard de mesmo nome, você chega ao Pier. Mas uns dois quarteirões antes está a 3rd Street Promenade – uma rua de pedestres, cheia de restaurantes e lojinhas. Super charmosa. 
Paramos no restaurante Trastevere, de comida italiana. Os preços são normais e o atendimento é bom. Ali, o clima começou a esfriar, o fog vindo do mar deixou tudo mais cinza. Depois do almoço, andamos um pouco pelas lojinhas e fomos para o Pier, onde tem a conhecida roda-gigante e um parque de diversões. Por ali também tem o restaurante do Forrest Gump, o Bubba Gump, e outros. Andamos um pouco por ali, muitas fotos e paradinhas para descansar e resolvemos voltar. Já estava começando a garoar. Ainda passamos por Venice Beach, mas como já era umas seis horas da tarde, estava mais vazia. Ali, ficam vários artistas de rua, fazendo desenhos ou que sabem fazer, com suas barraquinhas. Voltamos cansadas para o hotel. Resolvemos comer mesmo por ali, lanchinho no Starbucks e cama. O outro dia começava cedo... Se a gente tivesse mais um dia, iríamos para os estúdios da Universal. Parece ser bem bacana, mas como toma um dia todo e a gente estava ansiosa por chegar logo em San Francisco, deixamos para uma outra vez.

O Pier de Santa Mônica é o fim da Rota 66 

As ruas de Santa Mônica e Los Angeles - fáceis de andar e cheias de palmeiras
Dia 3 - Dia de estrada
Acordamos cedo, mas enrolamos para caramba e fomos sair do hotel umas 9h da manhã. Hoje era o dia de fazermos a tão esperada Pacific Coast Highway - Route 1 (ou apenas CA-1) – a estrada que de um lado tem montanhas de pedra e do outro o Pacífico. Seguindo a mesma rota do dia anterior – pegando a Santa Monica Boulevard e indo até o fim, dá para pegar a estrada. O dia estava com muito fog e cinzento, mas não desanimamos. O carro era ótimo, confortável, ligamos nossos ipods e pé na estrada. Passamos por Malibu, que não passa de um monte de casas na beira da praia, sem aquele glamour da série (como já havia lido em outros relatos) e seguimos para a próxima parada: Santa Barbara. É normal, durante o trajeto, algumas vezes ter que pegar a Highway 101. Mas tudo é bem sinalizado e o GPS ajudou bastante. Chegamos a Santa Barbara e seguimos em direção ao pier. O sol saiu e nos brindou com um dia lindo ali. Resolvemos almoçar por ali, num restaurante no início do pier, chamado Harbor. Comida boa, atendimento excelente. Depois de esticarmos as pernas, tiramos muitas fotos, voltamos para a estrada. As paisagens vão mudando ao longo do caminho, é lindo. Depois de abastecermos em San Luis Obispo, ficamos sabendo de um castelo, chamado Hearst, 70 quilômetros para frente. Passamos por lá, mas como não tínhamos tempo, resolvemos só olhar de longe mesmo, porque ele fica em cima de uma montanha. William Randolph Hearst foi o cara que inspirou o filme Cidadão Kane, de Orson Welles. Era dono de 26 jornais nos Estados Unidos e amigo de Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks Jr., além de ser dono da United Artists. O castelo foi montado a partir de partes de castelos, conventos e outros edifícios antigos europeus que ele trazia para os EUA... além de ter 22.500 obras de arte. Para quem tiver tempo, vale a pena ficar por ali um dia inteiro. Mais estrada e muito tempo depois, já no fim do dia, chegamos a região de Big Sur. Só depois de voltar ao Brasil, eu, uma aficcionada pela Geração Beat, descobri que Jack Kerouac escreveu um livro com o nome dessa região, depois de ficar exilado na cabana do amigo e poeta Lawrence Ferlinghetti. O local é uma floresta lindíssima. E também onde começa a parte mais incrível da estrada: as curvas, as montanhas, os precipícios e o Oceano Pacifico o tempo todo acompanhando o trajeto ao lado. Local bom para quem quer parar e dormir, cheio de hotéis na beira da estrada bem charmosos. Paramos no Ragged Point Inn... e descobrimos simplesmente a vista mais maravilhosa de toda a viagem. O local é um resort pequeno, com um restaurante aberto aos visitantes. Do lado direito do restaurante, há um mirante para uma das paisagens mais lindas que já vi. Olhei o site agora e vi que as diárias no local variam de 160 a 270 dólares. A luz do dia já estava acabando e o fog começava a invadir a estrada. Como queríamos chegar rápido a San Francisco a partir desse ponto, desistimos de passar por Carmel e Monterey (que dizem ser lugares lindos) e fomos por Salinas, a procura da Highway 101. Chegamos a San Francisco às 11 horas da noite.

Minha sugestão: se tiver tempo, faça essa viagem em dois ou três dias. Vale a pena e tem muito o que ver.

O pier a fofa Santa Bárbara

Vista do Ragged Point In - e é praticamente o que você durante um bom percurso da Pacific Coast Highway  

A viagem continua:

1 comentários:

  1. I got too much interesting stuff on your blog. I guess I am not the only one having all the enjoyment here! Keep up the good work. It’s time to avail this Airport Car Services in Detroit for more details.

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