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Continuamos nossa viagem pela Europa, agora em um país que lembra bem o Brasil... ainda mais depois de sair da França: a Itália.
Dia 8 - Paris/Veneza
Chegando no aeroporto do nosso primeiro ponto na Itália - Veneza - pegamos o autocarro (ônibus) n° 5 até a estação Santa Lúcia. Dali, pegamos o vaporetto (barco-ônibus) n° 41 (pode ser o 42 ou 82) para chegar até a Isola Della Giudecca (ilha de Giudecca), onde ficava o nosso albergue – YHA Ostello Della Gioventu. Já estava na hora do almoço e ao lado do albergue tinha um restaurante, de frente para o mar. Almoçamos ali mesmo, estranhando os preços bem mais baixos que os de Paris. Depois, pegamos o vaporetto até a Piazza de San Marco, na Isola Maestra (a ilha principal de Veneza), e já saímos bem perto da Basílica de San Marco. Nunca vi tanta gente na vida. Começamos a andar, andar, andar até ficamos perdidas na cidade – mas esse é o gostoso. Vimos gôndolas, tomamos o famoso sorvete italiano, passamos pela Ponte Rialto, passeamos até as pernas cansarem. Voltamos à noite para o albergue e fomos todos jantar no mesmo restaurante onde tínhamos almoçado. O albergue fechava à 1h30 da manhã e quase ficamos de fora.
Dia 9- Veneza/Florença
Acordamos e fomos até a estação de trem (que tínhamos achado nas andanças do dia anterior) e compramos a passagem para Florença para logo depois do almoço. Andamos muito, mais uma vez, por Veneza, nos perdendo por cada ruazinha... Voltamos até a Basílica de San Marco e entramos. A igreja é linda, toda de ouro por dentro, que foi construída para receber o corpo de São Marcos, o evangelista, patrono da cidade e cujos restos mortais foram trazido para Veneza de Alexandria, no Egito, em 828. Saindo e virando para a direita da basílica, está a Torre dell Orologio, que mostra as fases da lua e os signos do zodíaco, representados em azul e dourado no grande relógio e foi construída no final do séc. XV. Uma lenda conta que após os inventores terminarem a obra tiveram seus olhos arrancados para que não fizessem novamente o projeto. No alto está a figura do leão alado de San Marco, símbolo da cidade. Almoçamos spaghetti ao molho bolognesa e voltamos para pegar nossas mochilas no albergue. Fomos para estação, direto para Florença. Detalhe: compramos o ticket do trem por 30 euros, mas poderíamos ter comprado por 15 se já tivéssemos aprendido a não ter medo da máquina de tickets. Chegamos em Florença no final da tarde, na estação Santa Maria Novella. Saímos da estação em direção ao albergue, virando a esquerda, atravessando a rua e pegando a avenida que tem um Mc Donalds na esquina. Fomos reto dois quarteirões até chegar na Via Faenza, rua do Ostello Archi Rossi (fica a uns 5 min andando, é bem perto). Outro albergue bom, barato e recomendado, com café da manhã e tudo. Deixamos as mochilas ali mesmo e saímos andando pela cidade. Descendo a via Faenza, virando a esquerda na Via Nazionale, depois virar a direita (descendo) a via dell’ Ariento (onde geralmente tem uma feirinha, que fecha às 18h. Logo em frente, você vai ver a Cappelle Medice e, em frente, um restaurante, de esquina. Ali, é possível comprar um bom vinho italiano por 8 euros e comer petiscos a vontade - desde que compre o vinho, claro. Depois de duas garrafas e muitos petiscos, voltamos de barriga cheia e cabeça vazia para o albergue, onde aproveitamos para mandar e-mail, baixar fotos para o pendrive, etc, já que em todos os quartos há um computador.
| Muito... muito vinho! / Foto: Jaqueline Coelho |
Dia 10 - Florença/Pisa/Florença
Tomamos café da manhã no próprio albergue (o melhor café da manhã de todos) e fomos para a praça do Duomo, que fica bem próximo ao albergue (basta descer a Via Faenza até o final de virar a esquerda na Via de Cerratani. Para subir os 463 degras da Cattedrale di Santa Maria Del Fiori é preciso pagar € 6 e não entra quem estiver de saia, bermuda ou roupa decotada. Dentro da igreja, há afrescos de Donatello e o "telhado" da igreja é o famoso Duomo, que pode ser visto de fora da cidade. Do lado da catedral, está o Campanile de Giotto uma torre dos sinos, um campanário com 82 m de altura, além do Battistero di San Giovanni, onde Dante Alighieri foi batizado. Suas portas de bronze são famosas, principalmente Portão do Paraíso (em frente ao Duomo). Difícil é tirar foto na frente das portas, já que é cheio de gente. Depois, descemos pelo lado esquerdo da catedral, 3 quarteirões abaixo, virar na Dante Alighieri, e logo depois a primeira rua a esquerda, onde está a Piazza della Signori, principal praça de Florença. É um museu ao ar livre, cercada por esculturas como Perseu de Cellini e Rapto das Sabinas, de Giambologna. Pegando uma rua no meio da praça, em frente ao palácio (a prefeitura), na esquina há uma loja Chanel - a primeira de muitas grifes famosas que vai ver por aqui. Seguindo essa rua, logo a frente há um mercado com coisas típicas de Florença e um javali de bronze, que sai água da boca dele. É costume, para dar sorte, esfregar a mão no focinho do javali. Logo depois, descemos a rua até chegar a Ponte Vecchio, do séc. 14, a mais antiga de Florença. Foi a única ponte a escapar da destruição nazista da 2 Guerra Mundial. Atravessando ela, seguindo em frente, encontramos o Palazzo Pitti. Há vários museus dentro deste palácio, que foi construído por Luca Pitti para tentar superar o poder dos Medici. Vale a pena comprar o ingresso para o Giardino di Boboli (jardim de boboli), um parque com várias esculturas e que, lá em cima, dá uma bela vista da cidade, além de um jardim a parte, cheio das rosas mais imensas que já vi. É neste jardim que está o Museo delle Porcelane - com delicadas peças de porcelana. Saímos dali, atravessamos novamente da Ponte Vecchio e viramos esquerda. Logo em frente, do lado esquerdo, está o Galleria degli Uffizi, um dos maiores acervos de arte do renascimento do mundo. Compramos os ingressos antecipados para não ter que enfrentar filas quilometricas no dia seguinte. Como fizemos tudo isso numa manhã, ainda tínhamos a tarde livre, resolvemos ir à Pisa. Fomos para a estação S. M. Novella, onde havíamos chegado, e compramos passagem de trem para Pisa. A viagem dura cerca de 1 hora. Chegando na cidade e saindo da estação, vimos num mapa que era só seguir em frente que sairíamos na famosa torre. Andamos, andamos, andamos (muito), atravessamos o Rio e continuamos andando. E não é que no final da rua, lá na frente, estava a torre e a catedral. Nas ruas, em frente ao local, um monte de gente tirando aquelas fotos idiotas de gente empurrando a torre e tudo mais. Fomos fazer a mesma coisa. Dá para subir na torre, mas já estava escurecendo, decidimos voltar e economizar um pouco de perna. Chegamos em Florença já a noite.
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| A torre de Pisa é realmente bem tortinha... / Foto: Carina Dourado |
Dia 11 - Florença
Acordamos cedo e fomos para a Galleria dell’Accademia, que abre às 8h30. A principal atração de lá é o David, de Michelangelo, gigantesco (acho que 5 m de altura). Pegamos pouca fila. Depois, saímos dali, subindo a rua, viramos a primeira a direita na Via Cesare Battisti, onde há uma praça, com uma igreja e o Convento de San Marco. Ali é o primeiro orfanato da cidade. Descemos e fomos para o Palazzo degli Uffizi (os ingressos antecipados são com horários marcos e 3,50 euros mais caros). Neste museu estão aqui a Madonna del Cardellino, de Rafael, os enormes e maravilhosas telas de Boticelli, como Nascimento de Vênus e a Anunciação da Primavera, entre outros. É enorme, uma sala atrás da outra, com obras muito conhecidas. Vá com um tênis confortável. Saindo dali, virando a esquerda, na rua que fica ao lado do Rio Arno, seguimos 1 quarteirão e chegamos no Museo Galileo, onde estão as criações do Galileu Galilei. Depois, seguindo na mesma direção, mais 2 quarteirões, subimos na Via de Benci até chegar na Piazza de Santa Croce, onde há uma basílica, com 276 sepulturas de nomes imortais das artes, como Michelangelo, Ghiberti, Machiavelli, Dante e Galileo. Para entrar, tem que pagar € 5. De lá, como já era final de tarde, resolvemos voltar para a rua lateral ao Rio Arno e pegar o ônibus 13 para a Piazzale Michelangelo. Ali, há a melhor vista de Florença, é uma mirador no alto de uma colina para a cidade. Depois disso, voltamos para o albergue, já era noite.
| Davi, de Michelangelo... imensa e perfeita! / Foto: Carina Dourado |
Dia 12 - Florença/Roma
Pela manhã, fomos comprar a passagem para Roma (como já estávamos mais acostumadas com as máquinas, compramos a passagem por 15 euros, no trem mais simples, segunda classe) e depois aproveitamos para dar mais uma volta na cidade, fazer compras, pegar o mochilão no albergue e ir para estação de novo, rumo a Roma.
A viagem continua:


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